Finanças
Durigan cita relatório do FMI e afirma que economia brasileira está 'no caminho certo'
Projeção global é revisada para baixo em meio a tensões no Oriente Médio, enquanto estimativa para o Brasil sobe para 1,9%
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira que a economia brasileira está “no caminho certo”, ao comentar a revisão das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento global e de diversos países.
“A economia global deve crescer 3,1%, abaixo do esperado anteriormente, reflexo direto das incertezas internacionais. Diferente desse movimento, o Brasil teve sua previsão elevada: de 1,6% para 1,9%”, destacou o ministro.
As novas estimativas integram o relatório World Economic Outlook e refletem, segundo o FMI, os efeitos da guerra no Oriente Médio, que interromperam uma trajetória de expansão global ao lançar os preços de energia e ampliar as incertezas econômicas.
Durigan também ressaltou que o resultado brasileiro está em linha com as expectativas do mercado financeiro, que projeta crescimento de 1,85% para o Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Segundo ele, o desempenho reforça a estratégia econômica do governo, baseada na responsabilidade fiscal e no crescimento sustentável.
"O número está alinhado ao mercado (1,85%, segundo o Boletim Focus) e acima da estimativa do Banco Central. Esse resultado reforça que estamos no caminho certo: responsabilidade fiscal, crescimento sustentável e soberania econômica caminham juntos", afirmou o ministro em publicação na rede social X.
O relatório do FMI destaca ainda que o Brasil se beneficia, neste momento, por ser exportação de líquido de energia, em meio à alta dos preços do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. Ainda assim, o crescimento do país fica abaixo da oferta em outras economias emergentes, como Índia e China, que deverão crescer 6,5% e 4,4%, respectivamente, em 2026.
Além disso, o Fundo alerta para riscos no cenário internacional, com possibilidade de inflação mais elevada e desaceleração econômica mais intensa caso o conflito persista. Nesse contexto, recomenda-se que os países priorizem o controle da inflação e evitem políticas fiscais amplas que possam pressionar ainda mais os preços.
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