Finanças
Orçamento de 2027: governo apresenta diretrizes e prevê contas no azul, com superávit de 0,5% do PIB
Lei de Diretrizes Orçamentárias funciona como guia das contas públicas. Alta do petróleo favorece meta fiscal.
O governo apresenta nesta quarta-feira o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, documento que define como regras gerais para a elaboração do Orçamento do próximo ano.
A proposta prevê uma meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) , sinalizando a intenção de fechar o ano com receitas superiores às despesas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida.
amiga da LDO
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) funciona como uma espécie de “guia” das contas públicas. É nela que o governo estabelece metas fiscais, prioridades e parâmetros econômicos que orientarão a elaboração do Orçamento, detalhado posteriormente. O texto também define limites e condições para os gastos federais ao longo do ano.
O projeto de Orçamento propriamente dito será enviado ao Congresso Nacional em agosto.
A meta prevista para 2027 é superior a este ano, quando o objetivo é atingir um superávit de 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero.
Alta do petróleo favorecendo receita
Entre os principais fatores considerados na elaboração do projeto estão as estimativas de receitas e despesas. Do lado da arrecadação, o governo conta com o aumento das receitas ligadas ao petróleo, especialmente com a comercialização da parcela da União, impulsionada pela alta internacional dos preços devido à guerra no Oriente Médio.
Já pelo lado dos gastos, as despesas obrigatórias continuam sendo o principal componente do Orçamento. A Previdência Social deve manter a maior fatia, com projeção de alcançar cerca de R$ 1.156 trilhão em 2027 . Esse crescimento está relacionado, entre outros fatores, ao envelhecimento da população e à política de reajuste do salário mínimo.
O projeto também deve trazer uma estimativa para o salário mínimo, calculado em R$ 1.717 para 2027. O valor serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, ampliando seu impacto nas despesas públicas.
Apesar da expectativa de redução de algumas despesas, como os precatórios em 2027, os técnicos do governo avaliam que o cenário fiscal ainda apresenta desafios estruturais. A dificuldade do Orçamento e a necessidade de ampliação permanecem como pontos de atenção para o cumprimento das metas nos próximos anos.
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