Finanças
Amazon adquire Globalstar por US$ 11,6 bilhões para competir com Starlink
Com a aquisição, gigante do varejo ingressa no mercado de conexão direta ao dispositivo (D2D), que utiliza satélites para acesso à internet.
A Amazon anunciou a compra da operadora de satélites Globalstar por US$ 11,6 bilhões , ampliando sua atuação no setor de serviços via satélite. O pagamento será feito parte em dinheiro e parte em ações da própria Amazon. A expectativa é que a transação seja concluída em 2027.
No comunicado oficial, a Amazon revelou que, em 2028, passará a oferecer serviços de conexão direta ao dispositivo (D2D), tecnologia que conecta smartphones e outros aparelhos móveis diretamente a satélites, dispensando o uso de torres de celular acidentalmente.
Outro destaque é a migração do serviço de mensagens de emergência da Apple para a Amazon Leo, a rede de banda larga via satélite da empresa, recentemente rebatizada. Ter a Apple como cliente representa um avanço significativo para Leo, que enfrenta desafios para expandir sua constelação de satélites e conquistar grandes parceiros, como companhias aéreas, segmentos em que a Starlink, da SpaceX de Elon Musk, lidera.
Rumores sobre a negociação já circularam, segundo a Bloomberg News. Após o anúncio, as ações da Globalstar subiram até 11% na bolsa de Nova York, enquanto os papéis da Amazon subiram 3%. Por outro lado, a AST SpaceMobile, concorrente direta, registrou queda de até 10%.
O mercado de banda larga via satélite cresce especialmente em áreas remotas, mas a Amazônia enfrenta atrasos devido a dificuldades com fornecedores de foguetes e outros obstáculos no lançamento de sua própria rede.
Atualmente, cerca de 200 satélites do Amazonas Leo estão em testes comerciais limitados. A meta da empresa é operar mais de 7.700 satélites futuramente. No início do ano, a Amazon solicitou à Federal Communications Commission (FCC) a extensão do prazo para lançar 1.600 satélites até julho.
Segundo Panos Panay, vice-presidente sênior de dispositivos e serviços da Amazon, “os clientes podem esperar um serviço mais rápido e confiável em mais lugares — mantendo-os conectados às pessoas e coisas que mais importam”.
Até o momento, SpaceX e AST lideravam o mercado D2D. A SpaceX, de Elon Musk, firmou parceria com a T-Mobile dos EUA para oferecer conectividade via Starlink em regiões sem cobertura celular. Já a AST mantém acordos com operadoras como AT&T e Verizon Communications, mas ainda está em fase inicial de implantação de sua rede.
Brendan Carr, presidente da FCC, declarou à CNBC que vê bons olhos na aquisição, avaliando que ela pode fortalecer a concorrência no setor.
A Starlink, da SpaceX, possui mais de 10 milhões de clientes ativos e cerca de 10 mil satélites em órbita, com expectativa de faturar mais de US$ 9 bilhões neste ano.
A Globalstar, liderada pelo ex-CEO da Qualcomm, Paul Jacobs, oferece atualmente suporte ao serviço via satélite em iPhones 14 e posteriores, além do Apple Watch Ultra 3, permitindo envio de mensagens, chamadas de emergência e compartilhamento de localização.
No mês passado, a Amazon fechou acordo com a Delta Air Lines para fornecer Wi-Fi a bordo pela Leo. A Starlink, porém, já atende companhias como United Airlines, Southwest Airlines, British Airways, Air France e Emirates.
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