Finanças
Geraldo Alckmin critica privilégios e defende redução da jornada em evento sindical
Vice-presidente afirma que pacote para renegociar dívidas está em andamento
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu, nesta segunda-feira (13), o combate aos privilégios no serviço público, destacando a necessidade de enfrentar os chamados “penduricalhos” — remunerações extras que elevam alterações de servidores, muitas vezes acima do teto constitucional.
Alckmin ressaltou que o déficit anual por aposentado e pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) gira em torno de R$ 9 mil, enquanto, entre servidores públicos, esse valor chega a R$ 56 mil. Ele também frisou que o aumento da expectativa de vida exige revisões nos cálculos atuariais da Previdência.
"Quem paga é o trabalhador, através do salário indireto, porque o Brasil é o campeão mundial do salário indireto sobre consumo. Quem paga é o trabalhador de menor renda. Ele paga os altos salários [...] Tem que fazer ajuste lá em cima, combatendo o privilégio e o desperdício", afirmou o vice-presidente.
No mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) distribuiu regras para o teto salarial do funcionalismo (R$ 46.366,19) para membros do Judiciário e do Ministério Público. O STF determinou ainda que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) regulamentem o tema, em resolução conjunta, até que o Congresso Nacional aprove uma lei nacional.
Alckmin também defendeu a redução da jornada de trabalho, tema em debate no Congresso Nacional, classificando a pauta como “uma luta correta que o mundo inteiro está fazendo” e compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"É uma tendência mundial, à medida que, com a tecnologia, você faz mais com menos pessoas. Cada vez que você produz mais com menos trabalhadores. O que precisamos é sempre verificar especificidades, algumas áreas que talvez exijam um tratamento diferenciado, mas é uma tendência", destacou.
A defesa da redução da jornada foi feita durante evento na Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo. Em clima de campanha, membros da mesa, todos da CUT, manifestaram apoio à chapa Lula-Alckmin para a Presidência.
Durante o encontro, um dos palestrantes sugeriu apoio a Simone Tebet e Marina Silva, sendo corrigido com a lembrança de que Márcio França (PSB) ainda disputava com Marina Silva à vaga no Senado por São Paulo.
O evento também teve críticas a adversários políticos. O governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi chamado de “bandido”, enquanto Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado, foi citado por mortes em ocorrências policiais durante sua gestão à frente da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Alckmin ainda afirmou que o pacote de medidas para renegociação de dívidas “está caminhando”. O tema é considerado estratégico para a campanha, já que a melhoria dos indicadores econômicos não tem se traduzido em maior popularidade do governo, sinalizando que o aumento da renda está sendo direcionado ao pagamento de dívidas das famílias.
"Nós temos, infelizmente, uma taxa de juros muito alta e isso acaba comprometendo parte da renda dos trabalhadores. O governo vai oferecer aos que estão mais individualizados a oportunidade de reduzir e renegociar suas dívidas com juros menores", disse.
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