Finanças
Alckmin critica penduricalhos e defende redução da jornada em evento com sindicalistas
Vice-presidente afirma que pacote para renegociação de dívidas está avançando
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira que o governo precisa reforçar privilégios, como os chamados “penduricalhos” — remunerações adicionais que elevam as cláusulas de previsão dos servidores públicos, muitas vezes ultrapassando o teto constitucional do funcionalismo. Alckmin destacou que o déficit anual dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de aproximadamente R$ 9 mil, enquanto, no caso de funcionários públicos, esse valor chega a R$ 56 mil. Ele ressaltou ainda que o aumento da expectativa de vida exige revisões nos cálculos atuariais da Previdência.
— Quem paga é o trabalhador, através do salário indireto, porque o Brasil é o campeão mundial do salário indireto sobre o consumo. Quem paga é o trabalhador de menor renda. Ele paga os altos intervalos [...] Tem que fazer ajuste lá em cima, combatendo o privilégio e o desperdício.
No mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) distribuiu regras para o teto salarial do funcionalismo (atualmente em R$ 46.366,19) para membros do Judiciário e do Ministério Público. Determinou também que caberia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) regulamentar o tema, em resolução conjunta, até que o Congresso Nacional promulgue uma lei nacional sobre o assunto.
Alckmin também avaliou que a redução da jornada de trabalho, tema em discussão no Congresso Nacional, “é uma luta correta que o mundo inteiro está fazendo” e um compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
— É uma tendência mundial, à medida que, com a tecnologia, você faz mais com menos pessoas. Cada vez que você produz mais com menos trabalhadores, é uma tendência mundial de redução de jornada. O que precisamos é sempre verificar especificidades, algumas áreas que talvez precisem de um tratamento mais especial, mas é uma tendência.
A redução da jornada de trabalho foi o tema central do evento em que Alckmin discursou na manhã desta segunda-feira, na Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo. Em clima de campanha, os integrantes da mesa, todos da CUT, defenderam abertamente o voto na chapa de Lula e Alckmin à Presidência.
Durante o encontro, um dos palestrantes sugeriu apoio a Simone Tebet e Marina Silva, sendo prontamente corrigido com a lembrança de que Márcio França (PSB) ainda disputava com o ex-ministro do Meio Ambiente uma indicação para o Senado por São Paulo.
O evento também foi marcado por críticas a adversários políticos. O governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi chamado de “bandido”, e Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado, foi citado pelas mortes em ocorrências policiais durante sua gestão à frente da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Alckmin afirmou ainda que o pacote de medidas para a renegociação de dívidas “está caminhando”. O tema é considerado sensível para a campanha, já que a melhora dos indicadores econômicos não tem se refletido no aumento da popularidade do governo, diminuindo que o crescimento da renda está direcionado ao pagamento de dívidas das famílias.
— Temos, infelizmente, uma taxa de juros muito alta e isso acaba comprometendo parte da renda dos trabalhadores. O governo vai procurar oferecer àqueles que estão mais individualizados a oportunidade de reduzir e renegociar seus débitos com juros menores.
Mais lidas
-
1ELEIÇÕES 2026
Datafolha e Real Time Big Data divulgam pesquisas para presidente esta semana
-
2LIBERTADORES 2024
Palmeiras enfrenta gramado ruim e empata com Junior Barranquilla na estreia
-
3PREVISÃO DO TEMPO
Vórtice ciclônico em altos níveis provoca fortes chuvas em SP e outros Estados
-
4DIREITOS TRABALHISTAS
Quinto dia útil de abril de 2026: confira a data limite para pagamento dos salários
-
5DESFALQUES NO RUBRO-NEGRO
Flamengo confirma lesão de Cebolinha na costela e perde Pulgar por problema muscular