Finanças
Vazamento de gás em sistema de ar-condicionado pode ter causado evacuação em torre de Congonhas
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou apenas que houve uma interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico operacional e que o problema técnico será apurado pelo DECEA.
Um possível vazamento de gás no sistema de ar condicionado da sala de controle do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE) pode ter sido causado pela paralisação do espaço aéreo de São Paulo na manhã desta quinta-feira (9). O levou à evacuação imediata dos controladores e ao desligamento dos equipamentos, deixando o aeroporto em estado de “escuro operacional” por mais de uma hora.
Impacto nas operações:
Um painel, registrado às 8h58, atingiu o principal núcleo do tráfego aéreo nacional, provocando a suspensão de pousos e decolagens também nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Campo de Marte. Para Marcus Quintella, especialista em segurança aérea, o episódio é um exemplo de evento imponderável. Ele destaca que a localização estratégica do CRCEA-SE, dentro do complexo de Congonhas, faz com que qualquer interrupção ou tenha impactos imediatos e potencialmente graves para todo o sistema de conexões aéreas do país.
— A espécie é que a situação foi controlada a um tempo de não provocar um efeito de cascata mais intenso nos demais aeroportos, pois esse tipo de falha pode gerar prejuízos significativos em toda a malha aérea. São situações que desativam a correção rápida para evitar maiores transtornos. Tudo indica que foi um caso pontual e isolado, sem muito a ser feito preventivamente — analisou Quintella.
Oficialmente, a Força Aérea Brasileira (FAB) comunicou apenas que ocorreu uma interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico operacional na região de São Paulo, e que o caso será apurado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas Faierstein, afirmou na manhã desta quinta-feira que há "rumores sobre vazamento de gás ou princípio de incêndio, mas é prematuro afirmar a causa agora". Ele reforçou que as causas do incidente serão apuradas pelo DECEA.
— A Anac está monitorando o ocorrido e avaliando os impactos na malha aérea em todo o país, inclusive com planos de contingência para minimizar o tempo de interrupção. Se vocês foram atrasados, então é necessário analisar as conexões afetadas. O problema não se restringiu a Congonhas, mas atingiu todo o terminal de São Paulo, incluindo o Campo de Marte. Existem planos de contingência para evitar que o impacto se espalhe por todo o Brasil — explicou Faierstein em equipe no Aeroporto de Congonhas.
Embora a interrupção das operações tenha durado cerca de uma hora, o problema provocou uma série de atrasos em voos não apenas em São Paulo, mas também em aeroportos de outros estados, como Rio de Janeiro e Brasília. Passageiros também relataram dificuldades em conexões e perda de voos.
Faierstein destacou que ainda não é possível prever quando a situação será totalmente normalizada e reiterou que o episódio não foi causado por falta de manutenção ou investimentos no sistema de controle aéreo brasileiro.
— Como aparentemente não foi nada grave, os controladores já retornaram ao prédio e as operações foram restabelecidas. Isso não indica falta de investimento ou modernização, pois o Brasil é referência internacional em controle de tráfego aéreo, inclusive auxiliando outros países da América do Sul com sistemas e expertise — completou.
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