Finanças
Após troca de ministros, governo confirma mudanças na Fazenda e Planejamento
Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, será o novo secretário-executivo do Planejamento
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, assumirá o cargo de secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), conforme nota divulgada nesta quarta-feira pelas pastas do Planejamento e da Fazenda.
Além disso, Mello será o novo presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo governo do presidente Lula. Ele substituirá Bruno Moretti, que agora ocupa o posto de ministro do Planejamento e Orçamento.
No Ministério da Fazenda, a atual subsecretária de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica, Débora Freire, passará a ocupar a função de Mello.
Segundo comunicado oficial, "a chegada de Mello à Secretaria-Executiva do Ministério do Planejamento e Orçamento fortalecerá a integração entre planejamento, orçamento e política econômica, ampliando a coordenação da equipe econômica e a capacidade de formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas".
Com essas mudanças, Mello não será mais indicado para uma diretoria do Banco Central (BC), apesar do anúncio anterior feito pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O nome do economista Thiago Cavalcanti também perdeu força.
A possível indicação de Mello para a autoridade monetária, ainda que nunca tenha sido formalizada pelo governo, não foi bem recebida por parte do mercado financeiro e dentro do próprio Banco Central. Analistas criticaram sua formação acadêmica considerada heterodoxa e sua proximidade com o Partido dos Trabalhadores.
Preocupado com possíveis impactos negativos sobre variáveis econômicas como juros e câmbio, o governo recuou. Agora, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, deverá ter papel mais relevante na definição dos nomes que serão encaminhados ao Senado. Há intenção de indicar pelo menos uma mulher do quadro do Banco Central. Entre os nomes cotados está Carolina Pancotto, chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf), que teve papel importante na decisão do BC de vetar a compra do banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).
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