Finanças

Governo confirma trocas na Fazenda e Planejamento após mudanças de ministros

Guilherme Mello, atual responsável pela Política Econômica, será secretário executivo do Planejamento

Agência O Globo - 08/04/2026
Governo confirma trocas na Fazenda e Planejamento após mudanças de ministros
Governo confirma trocas na Fazenda e Planejamento após mudanças de ministros - Foto: Reprodução

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, assumirá o cargo de secretário executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira em nota conjunta das pastas do Planejamento e da Fazenda.

Além dessa nova função, Mello também será presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele substituirá Bruno Moretti, que foi nomeado ministro do Planejamento e Orçamento.

Com a movimentação, a atual subsecretária de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica, Débora Freire, passará a ocupar o posto de Mello na Fazenda.

"No Ministério do Planejamento e Orçamento, a chegada de Mello à Secretaria-Executiva fortalecerá a integração entre planejamento, orçamento e política econômica, ampliando a coordenação da equipe econômica e a capacidade de formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas", afirma a nota oficial do governo.

Com essas mudanças, Guilherme Mello não será mais indicado para uma diretoria do Banco Central (BC), apesar do anúncio anterior feito pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O nome do economista Thiago Cavalcanti também perdeu força para o cargo.

A possível indicação de Mello para a autoridade monetária, defendida por Haddad, não foi formalizada pelo governo e enfrentou resistência tanto do mercado financeiro quanto do próprio Banco Central. Analistas criticaram seu perfil acadêmico considerado heterodoxo e sua proximidade com o Partido dos Trabalhadores.

Preocupado com possíveis efeitos negativos sobre indicadores como juros e câmbio, o governo optou por recuar. Agora, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, deve ter papel mais relevante na escolha dos nomes que serão enviados ao Senado. Há ainda a intenção de indicar pelo menos uma mulher do quadro do BC. Entre as cotadas está Carolina Pancotto, chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf), que teve atuação destacada na decisão do BC de vetar a compra do banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).