Finanças
Presidente da CCJ mantém rito de PEC do 6x1, mesmo com possível projeto de lei do governo
CCJ da Câmara marca audiência pública com confederações para debater impactos da proposta de fim da escala 6x1
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados afirmou que a eventual apresentação, pelo governo, de um projeto de lei sobre o fim da escala 6x1 não irá alterar o andamento da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema e já tramita no colegiado desde o ano passado.
“Seguiremos os mesmos trâmites. Aguardar chegar pra ver. Seguiremos o mesmo ritmo”, declarou o deputado Leur Lomanto Júnior (União Brasil-BA) ao jornal O Globo.
De acordo com o presidente da comissão, o cronograma de audiências públicas e votações sobre o tema será mantido conforme o previsto.
A PEC em discussão na CCJ propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para um de descanso. A pauta desperta grande interesse popular e ganha ainda mais destaque em ano eleitoral.
Segundo levantamento do Datafolha realizado em março, 71% dos brasileiros apoiam a mudança.
Apesar do amplo apoio da população, a proposta encontra resistência significativa, especialmente entre representantes da indústria, comércio e agricultura, que manifestam preocupação com possíveis impactos sobre a produtividade e os lucros das empresas.
Diante do impasse, a CCJ agendou para esta semana uma audiência pública com confederações desses setores para debater os efeitos da medida.
No momento, a proposta está em fase inicial de tramitação. Cabe à CCJ analisar a constitucionalidade das matérias, etapa que costuma ser o primeiro passo antes da análise de mérito em outras comissões ou no plenário.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já demonstrou cautela em relação ao tema, destacando que o país precisa avaliar como “absorver” uma possível redução da jornada antes de avançar com a proposta.
A possibilidade de o governo enviar um novo projeto de lei sobre o tema não é inédita, mas perdeu força recentemente. Tal estratégia poderia acelerar a tramitação, especialmente se o texto fosse apresentado com pedido de urgência.
No entanto, integrantes do próprio governo também mostram resistência à ideia. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou no início de março que não vê necessidade de encaminhar uma nova proposta neste momento.
“Não está colocada a necessidade de o governo enviar outro PL, até porque tem outros projetos tramitando na Casa. Dependerá, evidentemente, de um diálogo com o presidente Hugo Motta, e nós estamos dialogando, para saber da intenção de fazer andar esses projetos”, declarou o ministro durante audiência na CCJ.
Apesar das discussões paralelas, a presidência da comissão sinaliza que a PEC seguirá seu curso normal, mantendo o calendário previsto, independentemente de novas iniciativas do Executivo.
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