Finanças
IOF rende R$ 16,7 bilhões no início do ano e impulsiona receitas federais
Imposto somou R$ 8,7 bilhões em fevereiro e R$ 16,7 bilhões no bimestre, com alta puxada por crédito, câmbio e mudanças nas regras
A arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) teve forte crescimento no início de 2026 e ajudou a reforçar as receitas do governo federal. Em fevereiro, o tributo somou R$ 8,7 bilhões, com alta de 35,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação chegou a R$ 16,7 bilhões, com avanço real de 41,8%, já descontada a inflação.
O desempenho ocorre em meio a um conjunto de fatores que ampliaram a base de incidência do imposto ao longo de 2025. O governo elevou a cobrança sobre diferentes operações financeiras como forma de aumentar a arrecadação em um cenário de busca por equilíbrio fiscal.
A medida, no entanto, enfrentou resistência. Parte das mudanças chegou a ser revista após reação negativa do mercado financeiro e de setores produtivos, e o tema acabou sendo levado ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve a maior parte do aumento do imposto.
Mesmo com ajustes ao longo do caminho, o resultado líquido foi um aumento da carga sobre operações financeiras em relação ao padrão anterior.
Além das mudanças nas alíquotas, o crescimento do IOF foi sustentado por fatores econômicos.
O aumento das operações de crédito — tanto para famílias quanto para empresas — ampliou a base de incidência do imposto. Ao mesmo tempo, a maior movimentação no mercado de câmbio, especialmente em operações de saída de recursos, também contribuiu para elevar a arrecadação.
Na prática, isso significa que o IOF cresceu tanto por decisão de política econômica quanto pelo comportamento do próprio sistema financeiro.
O avanço do tributo em 2026 ocorre após um desempenho já forte no ano anterior. Em 2025, o IOF gerou mais de R$ 86 bilhões em receitas, com crescimento de 20,5% ente a 2024.
O que é o IOF?
O IOF é um imposto que incide sobre operações financeiras, como empréstimos, compras com cartão internacional, câmbio, seguros e investimentos. Por ser cobrado de forma imediata — no momento da operação —, ele costuma responder rapidamente às mudanças na economia e nas regras tributárias.
O imposto incide sobre operações como:
empréstimos e financiamentos
uso do crédito por pessoas físicas e empresas
compra de moeda estrangeira e gastos no exterior
seguros e investimentos de curto prazo
No início de 2026, três fatores principais explicam a alta da arrecadação:
Mais crédito na economia, com aumento das operações tanto para pessoas físicas quanto para empresas
Maior fluxo cambial, especialmente na saída de recursos do país
Alterações nas alíquotas e regras do imposto, promovidas pelo governo em 2025
Segundo a Receita, as operações de crédito e de câmbio concentraram a maior parte do crescimento do tributo no período.
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