Finanças
Governo tem maior arrecadação para fevereiro e receita chega a R$ 222,1 bilhões
Resultado é o maior da série histórica tanto para o mês quanto para o primeiro bimestre, com impulso de renda, consumo e juros altos
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 222,1 bilhões em fevereiro de 2026, informou a Receita Federal nesta terça-feira. O valor representa alta real de 5,68% em relação ao mesmo mês do ano passado (R$ 210,1 bilhões) — já descontada a inflação — e é o maior já registrado para meses de fevereiro na série histórica.
No acumulado de janeiro e fevereiro, o governo arrecadou R$ 547,8 bilhões, também o maior valor já registrado para o primeiro bimestre da série, com crescimento real de 4,41%.
A principal fonte de crescimento da arrecadação continua sendo a renda do trabalho. As chamadas receitas previdenciárias, que incidem sobre salários, somaram R$ 60,5 bilhões em fevereiro, com avanço real de 5,68%.
O desempenho reflete o aumento da massa salarial e a expansão do emprego formal, que ampliam a base de contribuintes e, consequentemente, a arrecadação.
Outro destaque veio dos tributos ligados ao consumo. A arrecadação de PIS/Cofins atingiu R$ 47,6 bilhões, com alta real de 8,45%, impulsionada pelo crescimento das vendas no comércio e da atividade de serviços .
Juros altos elevam tributação sobre aplicações
O ambiente de juros elevados também contribuiu para o resultado. Com retornos maiores em aplicações financeiras, aumentou a arrecadação sobre rendimentos de capital.
Esse movimento aparece especialmente no imposto retido na fonte sobre investimentos e lucros distribuídos, que teve forte crescimento no período.
Além disso, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) somou R$ 8,7 bilhões em fevereiro, com salto real de 35,7% .
Segundo a Receita, o desempenho foi impulsionado tanto pelo aumento das operações de crédito quanto pela maior movimentação de câmbio, além de mudanças nas regras do tributo implementadas ao longo de 2025.
Empresas e importações mostram sinais mais fracos
Apesar do resultado positivo no agregado, alguns componentes da arrecadação tiveram desempenho mais fraco.
Os tributos sobre o lucro das empresas, como IRPJ e CSLL, registraram queda em fevereiro, influenciados principalmente pela redução nos pagamentos mensais por estimativa — indicador que acompanha mais de perto a lucratividade das companhias .
Também houve recuo nas receitas ligadas ao comércio exterior. O imposto de importação e o IPI vinculado à importação apresentaram queda no período, refletindo a redução no volume de compras externas e a variação do câmbio.
Na prática, quando o país importa menos, seja por desaceleração da atividade, seja por fatores cambiais, a arrecadação desses tributos tende a cair.
Esses movimentos indicam uma desaceleração em setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como em setores mais ligados à indústria e ao comércio internacional.
Setores que mais contribuíram
Na análise por atividade econômica, houve forte crescimento da arrecadação em segmentos específicos, com destaque para:
extração de petróleo e gás
setor financeiro
serviços de informação
comércio varejista
Esses setores concentraram boa parte do avanço da arrecadação no período, refletindo tanto o desempenho da economia quanto fatores específicos, como preços de commodities e atividade financeira.
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