Finanças
Veja a renda necessária para financiar um imóvel no Rio
Pesquisa mostra simulações para 15 bairros da Zona Norte à Zona Sul
A casa própria é o grande sonho dos brasileiros. E como o custo do bem é alto, o financiamento imobiliário é um caminho mais acessível para essa conquista. E muita gente se pergunta quanto precisa ter de renda para conseguir a liberação de crédito. A pedido do EXTRA, a startup brasileira Loft levantou a renda mínima necessária para financiar um imóvel em 15 bairros do Rio em 2026.
— A ideia é que o cidadão consiga fazer um sobrevoo pelo Rio, tendo uma visão macro dos bairros que o interessam. Ele ganha tempo — diz Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Combustíveis:
Imposto de Renda:
Em Marechal Hermes, na Zona Norte, pra financiar 80% de um imóvel que custa cerca de R$ 135 mil, a renda mínima necessária é de R$ 4.543. Em Botafogo, na Zona Sul, o tíquete médio é de R$ 780 mil e financiar 80% exige uma renda de mais de R$ 25 mil. Veja na arte ao lado a tabela com mais 13 bairros, que também simula em quanto fica a primeira parcela do financiamento a ser paga ao banco.
A localização é o principal fator para a formação de preço de um imóvel. Por consequência, ela impacta também a renda mínima para fazer o financiamento — uma vez que as prestações podem comprometer até 30% da renda do comprador e devem terminar em até 420 meses, ou seja, em 35 anos.
No momento, o cenário para a aquisição desse tipo de crédito é contrastante, segundo especialistas. Os bancos têm expectativa de aumento de liberação de dinheiro nos próximos meses, mas com a taxa de juros elevada (a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual na semana passada, mas segue alta, ficando em 14,75% ao ano), ainda está muito caro pegar um financiamento.
Mas, para quem conseguir se organizar, Sergio Cano, professor do MBA de Gestão de Incorporação e Construção Imobiliária da Fundação Getulio Vargas, tem avaliação positiva:
— O momento pode ser propício para compra, porque, quando a Selic cair, as taxas do financiamento imobiliário devem ser reduzidas, mas os preços dos imóveis devem subir mais acentuadamente.
Como chegar ao valor da entrada
Para planejar a entrada num financiamento, a educadora financeira Cintia Senna, da DSOP, sugere cinco perguntas para se fazer.
Qual é o meu sonho?
Para realizar um sonho, é preciso ter muito claro o que você deseja. Comece definindo o bairro, o tamanho, o número de cômodos e todos os detalhes que puder sobre o imóvel desejado.
Qual será o custo dele?
Procure saber quanto custa um imóvel com essas características listadas por você para estruturar as possibilidades de aquisição.
Quando quero realizar?
Ter uma pretensão de quando realizar o sonho dará a direção e visão de qual é o esforço necessário. De preferência, defina mês e ano.
Quanto preciso poupar?
Com a informação do custo e do prazo, é possível ter uma estimativa mensal de quanto é necessário poupar para atingir o valor da entrada, por exemplo. Nesse momento, é importante analisar se já há algum valor reservado para isso, como o saldo do FGTS (se for o primeiro imóvel).
De onde tirar a verba?
É hora de olhar para o orçamento, a fim de verificar qual é a capacidade atual de reserva de dinheiro e o quanto ela precisa crescer. Dessa forma, deve ser feito um plano de ação para cortar gastos ou até obter novas fontes de renda.
‘É comum pessoas financiarem juntas’
Rodrigo Palacios, que atua com Direito Imobiliário no escritório Viseu, explica:
É bastante comum duas ou mais pessoas financiarem juntas um imóvel. Isso pode ocorrer entre cônjuges, familiares ou até amigos. Nesses casos, a renda dos participantes é somada para melhorar as condições de crédito e todos passam a ser responsáveis pelo pagamento da dívida. É recomendável então que os envolvidos formalizem entre si, por contrato particular, como será a divisão das parcelas. Também é permitido utilizar o FGTS de mais de um comprador no mesmo financiamento, desde que todos atendam aos requisitos legais. Por exemplo, não possuir outro imóvel residencial no município e ter, no mínimo, três anos de trabalho sob o regime do FGTS. Essa prática é comum entre casais, que utilizam os saldos de ambos para reduzir o valor financiado ou amortizar a dívida. No contrato e na matrícula do imóvel, é possível definir a fração ideal de cada comprador.
Cabe no orçamento?
Além de o financiamento já estabelecer um limite de comprometimento da renda, é importante o comprador fazer sua própria análise antes de pedir o crédito, para não entrar numa enrascada. Afinal, não é só quanto você ganha que pesa, porque a configuração familiar, despesas fixas e até outras dívidas podem diminuir a quantia disponível ao fim do mês.
— Cada pessoa precisa avaliar qual a sua capacidade de honrar com as prestações de um financiamento, o que poderá ser inferior ao percentual definido pelas instituições — alerta a educadora financeira Cintia Senna.
O ideal, segundo ela, é entrar num financiamento com reserva estratégica de ao menos seis meses de parcelas, para continuar honrando o compromisso mesmo diante de uma eventualidade, como a perda de renda temporária.
— Isso traz muita segurança e tranquilidade ao assumir uma dívida de muitos anos — indica a especialista.
Outros custos precisam ser colocados na ponta do lápis. É preciso se preparar para arcar com documentação, pagamento do ITBI, custos de cartório e taxas bancárias. De acordo com Rodrigo Palacios, sócio da área de Direito Imobiliário do escritório Viseu Advogados, isso pode representar, em média, de 4% a 6% do valor do imóvel e normalmente precisa ser pago no momento da aquisição do bem.
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