Finanças
Lula propõe criação de estoque regulador de combustíveis pela Petrobras
Presidente afirma decepção com ausência de armazenamento estratégico e anuncia intenção de recomprar refinaria na Bahia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (20) que a Petrobras implemente um estoque regulador de combustíveis para enfrentar momentos de crise, como o atual, provocado pela guerra no Oriente Médio. Lula também anunciou a intenção de recomprar a Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, privatizada em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro.
“Nós fazemos as coisas que precisam ser feitas. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia, pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, afirmou Lula durante evento na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), ocasião em que a Petrobras anunciou investimentos de R$ 9 bilhões.
Ao se dirigir à presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Lula revelou ter descoberto, durante as discussões sobre os impactos da guerra, que a estatal não possui estoque regulador.
“Magda, sabe de outra decepção minha? Eu perguntei pra Magda, que eu trato ela de presidente Magda, toda poderosa. Eu falei: poderosa presidenta, me conte uma coisa, nessa crise de petróleo, por que a gente produz 70% do que consome e importa 30% de óleo diesel, mas não tem estoque regulador? Ela falou: não. Eu fiquei muito decepcionado, porque a vida inteira acreditei que a Petrobras tinha estoque regulador”, relatou.
Lula ressaltou que há um plano para que a Petrobras desenvolva esse mecanismo de proteção.
“Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador para não sermos vítimas do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 30 dias? E se durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?”, questionou.
O presidente contou ainda ter ficado “preocupado” nesta semana e determinado que Magda Chambriard retornasse de uma viagem a Nova York para discutir alternativas diante da alta de preços. Lula voltou a criticar os impactos da guerra no cotidiano dos mais pobres.
“Qual é a razão pela qual um trabalhador mineiro tem que pagar mais caro o preço do ônibus por conta dessa maldita guerra? Por que o pobre da América Latina tem que pagar, o pobre da Ásia tem que pagar? Por que as coisas sempre arrebentam do lado do povo pobre?”, questionou.
“Agora, qual é a razão pela qual um trabalhador mineiro tem que pagar o preço do óleo por conta dela?”, concluiu.
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