Finanças
Governo identifica maiores focos de insatisfação de caminhoneiros em SP, SC, PR e GO
Estados concentram maior movimentação de carga no país
O governo federal, por meio de monitoramento realizado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e outros órgãos, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), identificou que os focos mais intensos de insatisfação entre caminhoneiros estão concentrados em quatro estados: São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Goiás.
Segundo fontes próximas ao tema, a análise considera manifestações em grupos de mensagens e redes sociais. Esses estados se destacam não apenas pela presença de portos estratégicos, como Santos, Paranaguá e Itajaí, mas também por abrigarem grandes mercados consumidores e expressiva produção rural — especialmente em Goiás e São Paulo —, fatores que elevam a demanda por frete, principalmente em períodos de safra.
Em resposta às movimentações do setor, o governo anunciou medidas para mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o preço do diesel. O Ministério dos Transportes, que mantém diálogo constante com a categoria, também iniciou uma ofensiva contra grandes empresas suspeitas de descumprir a tabela do frete mínimo, atendendo a uma reivindicação histórica dos caminhoneiros.
Representantes do governo têm intensificado reuniões e conversas com lideranças da categoria. Além de anunciar a redução de tributos e uma subvenção para conter o aumento do diesel, o Palácio do Planalto determinou o reforço da fiscalização para garantir o cumprimento da tabela do frete mínimo, recentemente reajustada.
No governo, a avaliação é que o conjunto de medidas demonstra aos caminhoneiros que a administração federal está atenta às demandas do setor.
Outra frente envolve a interlocução com governos estaduais. O Ministério da Fazenda apresentou aos secretários estaduais uma proposta de redução do ICMS sobre o diesel importado, na qual a União arcaria com metade do custo fiscal, estimado em R$ 3 bilhões por mês, segundo o novo ministro, Dario Durigan.
A proposta ainda está em análise pelos estados. Alguns, como o governador do Piauí, Rafael Fonteles, já manifestaram apoio, mas persiste a dúvida sobre como o governo federal garantirá a contrapartida de 50% na redução do tributo estadual.
Interlocutores afirmam que, caso o cenário internacional do petróleo se agrave, o governo pode discutir com os estados uma desoneração mais ampla, abrangendo também o diesel nacional, que responde por 70% do mercado. O impacto fiscal, nesse caso, seria consideravelmente maior, pois o ICMS sobre o combustível gera mais de R$ 80 bilhões em receita anual.
Há um desconforto do governo federal com a postura dos estados e uma expectativa de maior colaboração, especialmente porque, com o Propag — programa de renegociação das dívidas estaduais com a União —, a situação financeira dos entes federativos está mais favorável neste ano. Por outro lado, os estados demonstram cautela devido ao histórico de 2022, quando foram obrigados a reduzir o ICMS sem contrapartidas, medida considerada onerosa e de eficácia limitada, já que os postos acabaram recompondo margens de lucro, elevando os preços e reduzindo o efeito prático da redução tributária.
Mais lidas
-
1CAMPEONATO BRASILEIRO
Grêmio empata com Red Bull Bragantino e desperdiça chance de entrar no G-4
-
2TELEVISÃO • NOVELA DAS 6
A nobreza do amor, nova novela das 6 da Globo, destaca aristocracia africana na TV
-
3ALERTA METEOROLÓGICO
Litoral de SP pode registrar em poucas horas chuva prevista para o mês inteiro
-
4DESFALQUE NA DECISÃO
Cássio sofre estiramento no joelho e desfalca Cruzeiro na final do Mineiro; Gerson está liberado
-
5SAÚDE
Anvisa aprova medicamento inovador que retarda avanço do diabetes tipo 1