Finanças
Banco Central resiste a prorrogação e cobra ação do DF para salvar BRB
Autarquia vê demora do governo do Distrito Federal e teme que extensão de prazo piore credibilidade do banco
O Banco Central (BC) mantém postura firme diante do pedido do BRB para prorrogar o prazo de apresentação de um plano de recuperação financeira, após prejuízos causados pelas operações com o Banco Master. Internamente, a avaliação é de que o governo do Distrito Federal, controlador do BRB, tem demorado a cumprir compromissos de capitalização, e que a postergação do prazo pode agravar a situação do banco, prejudicando sua remuneração no mercado.
Pelas normas do BC, o BRB deve apresentar até 31 de março, juntamente com o balanço de 2025, uma solução efetiva para as perdas provocadas pelos ativos recebidos do Master, que substituíram R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sob suspeitas de fraude. Caso não cumpra, o banco estará sujeito a avaliações do regulador. O BRB também está atrasado com o balanço do terceiro trimestre de 2025, que já deveria ter sido divulgado no ano passado.
Nesta terça-feira, o BRB cancelou a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que votaria o aumento de capital, sem nova data definida para a reunião. Mesmo se aprovada, a medida depende de decisões da alta administração do banco e do governo do DF para ser inovadora de fato.
Diante do impasse, o BRB tenta adiar para junho o prazo para apresentar seu plano de recuperação.
Entre as alternativas de análise, segundo o presidente do BRB, Nelson de Souza, estão: a criação de um fundo imobiliário com novos imóveis transferidos pelo governo do DF, solicitação de empréstimo, recompra de letras financeiras, venda de participação em subsidiárias e a formação de um fundo de direitos creditórios com ativos herdados do Master.
Estima-se que o governo de Ibaneis Rocha (MDB) precise aportar R$ 6,6 bilhões no banco para reequilibrar as contas, valor que teria de ser injetado até 31 de dezembro.
Nos bastidores, avalia-se que o atual governador, que deverá deixar a carga ainda este mês, estaria postergando uma solução para o próximo governo. Essa indefinição, porém, tende a agravar a situação do BRB, cuja alteração é fundamental. Caso haja desconfiança sobre a solidez da instituição, correntistas e investidores podem retirar recursos, agravando a crise de liquidez do estado.
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