Finanças

Lucros dos planos de saúde disparam 120% em 2025 e atingem R$ 24,4 bilhões

Setor registra receita recorde de R$ 391,6 bilhões em 2025, impulsionado por reajustes e menor sinistralidade

Agência O Globo - 17/03/2026
Lucros dos planos de saúde disparam 120% em 2025 e atingem R$ 24,4 bilhões
- Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O lucro operacional das operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios registrou um crescimento expressivo de 120% em um ano, saltando de R$ 11,1 bilhões em 2024 para R$ 24,4 bilhões em 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (17) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador do setor.

Segundo a ANS, esse é o maior resultado nominal já registrado na série histórica do segmento.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), indicador que mede a rentabilidade do capital investido, atingiu 16,4%, superando os índices observados no período pré-pandemia.

A sinistralidade, principal métrica de desempenho operacional, também apresentou queda em 2025, ficando em 81,7% — redução de 2,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Isso significa que, a cada R$ 100 arrecadados, R$ 81,70 foram destinados a despesas assistenciais, o menor índice desde 2020.

A ANS atribui a redução da sinistralidade principalmente à recomposição das mensalidades, que subiram acima da variação das despesas assistenciais. No ano passado, os planos individuais tiveram reajustes de até 6,06%.

As receitas totais do setor chegaram a R$ 391,6 bilhões em 2025, alta de quase 12% sobre os R$ 350,1 bilhões registrados no ano anterior. Já as despesas somaram R$ 361 bilhões, um aumento de 8% em relação a 2024.

O resultado financeiro positivo também foi impulsionado pelas aplicações financeiras das operadoras, que alcançaram R$ 134,5 bilhões em 2025, beneficiadas pelo ambiente de juros elevados.

Entre as operadoras médico-hospitalares, o lucro líquido foi de R$ 23,4 bilhões no período de janeiro a dezembro de 2025, representando o principal segmento do setor. A ANS destaca que fatores como reorganização societária e créditos tributários de operadoras de grande porte contribuíram para esse desempenho.