Finanças
MGI afirma que plano de recuperação dos Correios avança acima do esperado
Monitoramento envolve diversas áreas do governo e interlocução direta com outros ministérios
O plano de recuperação financeira dos Correios está sendo executado rigorosamente conforme o previsto e já apresenta resultados superiores às expectativas iniciais, afirmou a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, nesta terça-feira (16).
“O plano está sendo seguido à risca. A gente acompanha obrigatoriamente mensalmente, mas é mais frequente”, destacou a ministra.
De acordo com Esther Dweck, o monitoramento do plano envolve diferentes áreas do governo federal e conta com interlocução direta com outros ministérios, como Casa Civil, Fazenda e Comunicações, que acompanham de perto a execução das medidas.
A ministra ressaltou que os primeiros indicadores são positivos, com desempenho de receita acima do inicialmente projetado. “Estamos muito satisfeitos que a proposta de restauração está sendo seguida com resultados positivos, inclusive com a receita superando a expectativa padrão”, afirmou.
Para o governo, esses resultados reforçam a confiança de que a estatal conseguirá reverter, de forma gradual, o quadro financeiro observado no ano passado.
O avanço do plano ocorre em meio a novas iniciativas para garantir fôlego financeiro à empresa. O Conselho Monetário Nacional (CMN) pré-aprovou um novo empréstimo de até R$ 8 bilhões, com garantia da União, para os Correios. Com isso, o limite global de crédito da estatal passa de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões.
No final de 2025, a empresa já havia contratado cerca de R$ 12 bilhões em crédito junto a um pool de bancos, mas buscava um volume maior — de até R$ 20 bilhões — para viabilizar seu plano de reestruturação. Agora, com o novo limite autorizado, o governo pretende assegurar a continuidade das medidas de recuperação econômico-financeira aprovadas em dezembro.
Segundo o Ministério da Fazenda, o CMN criou um sublimite específico para os Correios dentro das regras de crédito com garantia da União em 2024. A pasta esclarece que a medida não implica aumento de despesas para o Tesouro, mas reorganiza os limites já existentes.
Além disso, despesas de até R$ 10 bilhões relacionadas ao plano de reestruturação não serão consideradas no cálculo da meta fiscal das estatais em 2026, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias daquele ano. Na prática, isso amplia o espaço para a execução das ações sem pressionar o resultado primário.
Sobre um eventual aporte direto da União, Dweck explicou que essa possibilidade já estava prevista nos contratos firmados com bancos, mas não deve ocorrer neste ano. O governo também avalia alternativas, como um possível complemento de empréstimos.
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