Finanças
Escala 6x1: Após pressão de setor produtivo, Motta diz que país precisa 'entender como absorver' redução da jornada
Presidente da Câmara defende tramitação cautelosa da PEC que pode alterar a duração semanal do trabalho no Brasil
Após cobranças do setor produtivo , o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta terça-feira (11) que o Congresso avançou com cautela na discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho no modelo 6x1. Segundo ele, é fundamental avaliar como a economia brasileira poderá absorver essa mudança.
A declaração foi feita durante um almoço promovido pela Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), após representantes do setor produtivo alertarem para possíveis impactos da proposta.
— O que nós temos que entender é como o país vai absorver essa redução da jornada de trabalho. E o país que eu falo é o governo, é o setor produtivo. É entendermos como isso poderá ser viabilizado, para que a partir daí tenhamos a condição de avanço numa proposta — afirmou Motta.
A PEC que trata da redução da jornada 6x1 ainda está em fase inicial de discussão na Câmara, aguardando análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na semana passada, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou de reunião no colegiado para debater o tema. Ele defendeu que a discussão ocorre por meio de uma PEC, descartando o envio de outro projeto pelo governo para agilizar o processo.
Ao enfatizar a importância de um debate aprofundado, mesmo em ano eleitoral, Motta garantiu que a Câmara buscará consenso entre os setores produtivos e os trabalhadores.
— Por mais que nos sintamos em ano de eleição, não vamos conduzir esse debate de maneira atropelada, de maneira descompromissada, sem medir as consequências. Até porque isso deve até preocupar o próprio governo. Por quê? Porque um efeito negativo na economia é ruim para todos nós, e principalmente para quem está tocando o Executivo nesse momento — destacado.
Entre os participantes que expressaram preocupação estava Vander Giordano, executivo da Multiplan e membro do conselho da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Ele fez possíveis impactos em diferentes setores da economia e questionou a capacidade de adaptação de municípios e empresas a uma eventual redução da jornada.
Giordano ressaltou ainda efeitos potenciais sobre serviços públicos municipais e setores que operam em regime contínuo, como a indústria de mineração e o comércio, especialmente shoppings, que empregam grande número de trabalhadores e funcionam aos fins de semana.
Apesar das ressalvas, Motta afirmou aos presentes que todos os setores representados deveriam “se sentir satisfeitos pelo formato dado pelo presidente da Câmara para a discussão dessa matéria”.
— Veja que nós temos que trazer dados para a mesa. Não é só ficar contra por ficar contra. Os setores impactados precisam, em um debate amplo e transparente, apresentar os impactos para a economia e os efeitos práticos da decisão de se reduzir a jornada de trabalho — concluída.
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