Finanças

Força Municipal inicia operações no Rio e Paes exige postura firme: 'Não se curvem a bandidos'

Prefeito critica atuação do governo estadual no combate à violência e reforça embate com Claudio Castro

Agência O Globo - 15/03/2026
Força Municipal inicia operações no Rio e Paes exige postura firme: 'Não se curvem a bandidos'
Eduardo Paes (PSD) - Foto: Reprodução / Agência Brasil

A Força Municipal, tropa de elite armada da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, iniciou suas operações neste domingo (16), com cerimônia no Leblon. Em discurso aos agentes, o prefeito Eduardo Paes reconheceu a complexidade do desafio da segurança pública e cobrou uma atuação firme da nova unidade, que atuará especialmente no combate a crimes de rua, como roubos e furtos.

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“Esta é a primeira vez que a prefeitura coloca à disposição da população uma iniciativa mais concreta, mais objetiva, focada na segurança pública. Ninguém aqui vai ter a responsabilidade de tomar território, ninguém aqui vai ter a responsabilidade de enfrentar milícia, crime organizado, tráfico de drogas. Mas é uma tarefa que pode fazer a diferença na vida das pessoas”, afirmou Paes.

Ao lado do secretário Breno Carnevale, o prefeito também criticou a postura do governo estadual no enfrentamento à violência, em mais um episódio de embate com o governador Claudio Castro.

“Ao longo das últimas décadas, o Rio tem passado por sucessivas experiências de governantes, especialmente governadores, que prometem resolver esse problema. Infelizmente, o que a gente vê é a situação cada vez mais piorar.”

Paes pediu ainda que os guardas não se intimidem diante da criminalidade:

“Não se curvem a bandidos. Não se curvem a delinquentes. Nós estaremos do lado de vocês para fazer com que a lei valha. O delinquente deve ser, sempre que necessário, imobilizado, neutralizado, para que ele não aja às custas da sociedade.”

O prefeito também reconheceu o peso emocional sobre as famílias dos agentes e falou sobre o descrédito da população em relação à segurança pública:

“A população do Rio chegou a um momento em que parou de acreditar na possibilidade de a gente reverter essa situação. É possível. Dá para fazer. Mas não está nas costas de vocês sozinhos. É responsabilidade de todos, principalmente dos homens públicos, dar as condições para as forças policiais trabalharem com respeito, dignidade e condições adequadas.”