Finanças
Petrobras afirma que alta do diesel seria de R$ 0,70 sem pacote do governo
Magda Chambriard, presidente da estatal, garante manutenção do preço da gasolina
Magda Chambriard , presidente da Petrobras, afirmou nesta sexta-feira (13) que o aumento do diesel para as distribuidoras poderia ter chegado a R$ 0,70 por litro caso o governo federal não tivesse anunciado o pacote de subvenção aos produtores do combustível.
Durante entrevista coletiva, Magda destacou que, apesar do cenário, o estado manterá o preço da gasolina no patamar atual.
Segundo o presidente, a adição do subsídio de R$ 0,32 aos produtores de diesel faz com que parte do valor potencial de aumento seja absorvido pelo governo. "Isso é quanto a Petrobras vai receber. A guerra foi determinante para esse aumento do diesel. Há 20 dias, havia tendência de queda no preço. Estávamos nos preparando para reduzir o preço do diesel e fomos orientados. O governo interveio, evitando um aumento de R$ 0,70 no preço do diesel", explicou.
Durante conversa com jornalistas, Magda também cobrou dos estados a redução das alíquotas de ICMS sobre os combustíveis, como forma de enfrentar o cenário de alta de preços provocado pelo conflito no Irã.
Medidas podem ser tomadas a qualquer momento
Com o cenário de guerra, Magda ressaltou que a avaliação dos preços é feita diariamente e que novas medidas podem ser adotadas a qualquer momento.
"A Petrobras está seguindo sua estratégia. Vamos continuar acompanhando os preços no mercado internacional, e novas medidas podem ser tomadas a qualquer momento. Estamos falando do diesel e estamos deixando a gasolina com o preço restrito. Os países estão tomando providências, com liberação de estoques. Há um esforço da Agência Internacional recomendando a liberação de estoques estratégicos. Vemos os EUA falarem em flexibilizar o embargo ao petróleo russo e rotas alternativas sendo buscadas. Tudo indica um aumento agora, com perspectiva de queda em algum momento. Nossa preocupação continua sendo não repassar. a volatilidade", afirmou.
Conversa com o governo
Questionada sobre o diálogo com o governo, Magda confirmou que houve tratativas com o acionista controlador: "Houve conversa com o governo. Se não fosse isso, não iríamos aderir ao MP. O governo não interferiu na política de preços. Vários ministros de Estado afirmaram que a Petrobras segue livre para conduzir sua política de preços".
Ela destacou ainda o esforço conjunto do governo para atenuar o aumento dos preços: “Essa conjugação de esforços para atenuar os preços não muda em nada a política de preços da Petrobras.
"A estratégia de preços continua a mesma. Identificamos a necessidade de reajustar um pouco. A última modificação ocorreu há 310 dias e foi uma redução. O reajuste de hoje está em plena consonância com a estratégia da Petrobras, cujo pilar fundamental é não repassar a volatilidade dos preços internacionais ao mercado doméstico", concluiu Magda Chambriard.
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