Finanças

Renda domiciliar per capita atinge R$ 2.316 em 2025, aponta IBGE

Valor oscila de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal

Agência O Globo - 27/02/2026
Renda domiciliar per capita atinge R$ 2.316 em 2025, aponta IBGE
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O rendimento domiciliar per capita no Brasil alcançou R$ 2.316 em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa um crescimento em relação a 2024, quando a média nacional foi de R$ 2.069, e supera os números de anos anteriores: R$ 1.893 em 2023 e R$ 1.625 em 2022.

Entre as unidades da federação, o rendimento variou de R$ 1.219 no Maranhão, menor valor registrado, a R$ 4.538 no Distrito Federal, o maior do país. Nove estados, além do DF, apresentaram rendimento acima da média nacional.

Após o Distrito Federal, figuram entre os maiores rendimentos os estados de São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$ 2.839), Santa Catarina (R$ 2.809), Rio de Janeiro (R$ 2.794), Paraná (R$ 2.762), Mato Grosso do Sul (R$ 2.454), Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$ 2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335).

Os dados têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e atendem à Lei Complementar 143/2013, que determina os critérios para os repasses do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). O levantamento também define os valores a serem enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita.

Cálculo

De acordo com o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é calculado pela razão entre o total dos rendimentos domiciliares nominais e o número de moradores. São considerados rendimentos de trabalho e de outras fontes, incluindo todos os residentes, como pensionistas, empregados domésticos e parentes destes.

Os valores refletem os rendimentos brutos efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, com informações acumuladas das primeiras visitas da PNAD Contínua aos domicílios, realizadas nos quatro trimestres de 2025.

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar amostral realizada desde janeiro de 2012, acompanhando as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, além de outros dados relevantes para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país.

Pandemia

Em 2020 e 2021, a coleta de dados foi impactada pela pandemia de Covid-19, resultando em queda nas taxas de aproveitamento, especialmente nas primeiras visitas aos domicílios. O IBGE explica que as menores taxas refletiam o contexto excepcional da pandemia, o isolamento social e as dificuldades de acesso dos entrevistadores.

Esse cenário começou a se reverter em 2022, com a recuperação do aproveitamento das entrevistas, processo consolidado em 2023.

"Diante desses impactos, para o cálculo do rendimento domiciliar per capita dos anos de 2020, 2021 e 2022 foi adotada a quinta visita ao domicílio, em alternativa ao padrão até então utilizado (primeira visita), procedimento temporariamente suspenso devido à pandemia de Covid-19", informou o IBGE.

"A partir de 2023, com o retorno aos níveis de aproveitamento das amostras, o cálculo do rendimento domiciliar per capita volta a ter como referência o banco de primeira visita aos domicílios", concluiu o instituto.