Finanças

Presidente da CPMI do INSS afirma que PF filtra dados de Vorcaro e repassará apenas informações sobre consignados

Ministro do STF André Mendonça determinou na última semana que a comissão tivesse acesso ao material

Agência O Globo - 27/02/2026
Presidente da CPMI do INSS afirma que PF filtra dados de Vorcaro e repassará apenas informações sobre consignados
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana - Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS, informou que a Polícia Federal está realizando uma "separação de arquivos" nas quebras de sigilos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo Viana, a PF irá repassar apenas o material relacionado ao suposto esquema de créditos consignados, foco principal da investigação da comissão. Esse procedimento explicaria a demora no envio de documentos à CPMI.

O parlamentar relatou ainda que conversou com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que garantiu a entrega do material no prazo de uma semana.

Durante a sessão, ao ser questionado por outros membros sobre a “demora” na divulgação dos dados, Viana esclareceu:

— A Polícia Federal está fazendo essa separação de arquivos. Eu sei que o ideal era que nós recebêssemos tudo; mas, por determinação do Supremo, só receberemos os arquivos limitados aos empréstimos consignados. E o prazo estipulado na data de ontem — quando foi feito o contato — é de uma semana para que as pessoas recebam essas informações — explicou o presidente da CPMI.

No dia 20 de fevereiro, após assumir a relatoria do caso Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou o retorno à CPMI dos documentos referentes a quebras de sigilo telemático, bancário e telefônico de Vorcaro.

A decisão atendeu a um pedido da comissão e revogou medida anterior ao então relator do processo, ministro Dias Toffoli, que havia retirado o material da CPMI e colocado sob custódia da presidência do Senado.

No despacho, Mendonça também determinou que a Polícia Federal avaliasse a cadeia de custódia dos arquivos antes de encaminhá-los aos membros da CPMI, garantindo que os dados não tenham sido manipulados.