Finanças

CPI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e outros investigados

Mais de 80 requerimentos foram votados em bloco, incluindo pedidos de prisão e novas convocações

Agência O Globo - 26/02/2026
CPI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e outros investigados
CPI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e outros investigados - Foto: Reprodução

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (25), um extenso pacote de requerimentos que inclui a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro. Além desses, também foram aprovados pedidos de prisão, novas convocações e solicitações de informações a órgãos públicos e empresas investigadas. Ao todo, mais de 80 requerimentos foram colocados em votação e, por decisão do colegiado, apreciados de uma só vez em bloco.

A comissão investiga a cobrança irregular de mensalidades associativas em milhões de benefícios previdenciários. Segundo parlamentares, o esquema envolveria entidades de fachada, consultorias e bancos atuantes no mercado de crédito consignado.

O pedido de quebra de sigilo de Lulinha — apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL) — foi fundamentado pela suspeita de que ele teria atuado como sócio oculto de Antônio Camilo, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores das fraudes.

A aprovação dos requerimentos gerou nova disputa política na comissão. O líder governista na CPI, Paulo Pimenta (PT-RS), criticou a definição da pauta e afirmou que a oposição "blindou seus aliados". Ele citou a ausência da convocação de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e doador das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

A CPI enfrenta clima tenso desde o adiamento da oitiva de Daniel Vorcaro, prevista para segunda-feira (23). No lugar do banqueiro, os parlamentares ouviram a empresária Ingrid Pikinskeni, esposa de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador financeiro da Conafer. Ingrid negou envolvimento em irregularidades, mas deixou a sessão chorando após passar mal, o que levou à suspensão do depoimento.

Em atualização