Finanças

Leblon mantém posto de metro quadrado mais caro do Brasil; veja ranking

Ipanema, Itaim Bibi, Pinheiros e Savassi completam lista de endereços premium

Agência O Globo - 07/01/2026
Leblon mantém posto de metro quadrado mais caro do Brasil; veja ranking
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O mercado imobiliário residencial brasileiro encerrou 2025 em valorização acima da inflação, consolidando um ciclo positivo mesmo diante de juros elevados. De acordo com o Índice FipeZAP, os preços de venda de imóveis residenciais subiram 6,52% no ano, superando o IPCA, que acumulou 4,46% até novembro, segundo o IBGE.

O desempenho de 2025 foi o segundo melhor dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando a valorização atingiu 7,73%. O índice, elaborado a partir de dados de 56 cidades, é desenvolvido pela Fipe em parceria com o Grupo OLX.

Nesse contexto, bairros de alto padrão voltaram a se destacar — com o Leblon, no Rio de Janeiro, reafirmando sua posição histórica como o metro quadrado mais caro do país.

Em dezembro de 2025, o valor médio no Leblon chegou a R$ 25.717 por metro quadrado, superando Ipanema (R$ 25.302). Mesmo já partindo de patamares elevados, o Leblon registrou valorização anual de 6,6%, acima da média nacional.

Especialistas destacam que a combinação de oferta extremamente restrita, localização privilegiada e perfil patrimonial dos compradores mantém o bairro protegido de oscilações mais intensas do mercado. O resultado reforça o Leblon como referência de preservação de valor imobiliário, mais do que de crescimento acelerado.

Na sequência do ranking estão bairros tradicionais de São Paulo. O Itaim Bibi fechou o ano com preço médio de R$ 19.468 por metro quadrado, após alta de 5,9%, enquanto Pinheiros teve valorização mais modesta, de 2,7%, atingindo R$ 18.355. Fora do eixo Rio-São Paulo, a Savassi, em Belo Horizonte, foi destaque, com alta de 13,2% — mais que o dobro da média nacional —, alcançando R$ 18.053.

Apesar do protagonismo dos bairros nobres, o levantamento aponta que todas as 56 cidades monitoradas apresentaram aumento de preços em 2025. O valor médio nacional do metro quadrado residencial atingiu R$ 9.611 em dezembro.

Outro movimento relevante foi a valorização dos imóveis compactos. Unidades de um dormitório lideraram o ranking anual, com alta de 8,05%, além de concentrarem o maior preço médio do país: R$ 11.669 por metro quadrado.

No recorte por cidades, o topo do ranking nacional segue dominado pelo Sul e Sudeste. Balneário Camboriú manteve a liderança entre os municípios, com R$ 14.906 por metro quadrado, seguida por Itapema (R$ 14.843) e Vitória (R$ 14.108). O maior avanço percentual foi o da capital capixaba, com valorização de 15,13% em 12 meses.