Finanças

Hospitais do Rio avaliam descredenciamento da Unimed Ferj

Decisão foi tomada nesta terça-feira em assembleia da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro, que reúne 107 hospitais e clínicas

Agência O Globo - 06/01/2026
Hospitais do Rio avaliam descredenciamento da Unimed Ferj
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Hospitais e clínicas do Rio de Janeiro decidiram, nesta terça-feira (6), iniciar o processo de descredenciamento da rede da Unimed Ferj. A medida prevê a suspensão dos atendimentos em até 30 dias, mas depende da notificação prévia ao Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e às secretarias municipal e estadual de Saúde.

A decisão foi aprovada em assembleia da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj), que representa 107 hospitais e clínicas. Embora nem todas as unidades façam parte da rede credenciada da operadora, a deliberação se estende a todos os estabelecimentos associados.

O possível rompimento do vínculo é mais um episódio na sequência de impasses entre a Unimed Ferj e os hospitais credenciados, agravados pela crise financeira da cooperativa. Segundo a Aherj, a Unimed Ferj acumula dívidas superiores a R$ 2 bilhões com hospitais do Rio, informação contestada pela operadora.

Em fevereiro de 2025, a Rede D'Or deixou de atender pacientes da Unimed Ferj. Já em setembro, o pronto-socorro dos hospitais Pró-Cardíaco (Botafogo), Vitória (Barra), São Lucas (Copacabana) e Santa Lúcia (Botafogo), todos da Rede Américas, também suspenderam a cobertura para beneficiários da chamada rede especial (planos Delta, Plus, Safira e Unipart Especial).

Posteriormente, 13 hospitais da Rede Casa e do Grupo Prontobaby interromperam o atendimento a usuários da operadora.

No início de dezembro, a Unimed do Brasil, que assumiu a carteira de clientes da Ferj, informou ter firmado acordo com seis redes hospitalares e de laboratórios para “normalizar e expandir o atendimento” aos usuários. Entre as unidades contempladas estão as redes ProntoBaby, Américas (incluindo os hospitais Pró-Cardíaco, Vitória e São Lucas) e Oncoclínicas, que haviam suspendido atendimentos devido à falta de pagamento.