Finanças
Em ano de tarifas elevadas, superávit da balança comercial brasileira atinge US$ 68,3 bi; exportações para EUA recuam 6,6%
Vendas para a Argentina registram alta expressiva de 31,4% em 2025
A balança comercial brasileira encerrou 2025 com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões, resultado de US$ 348,6 bilhões em exportações e US$ 280,3 bilhões em importações. O superávit, porém, representa uma queda de 8% em relação ao ano anterior.
Em meio ao chamado "tarifaço", com novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% ao longo de 2025.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (data não especificada) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que apresentou o balanço comercial do mês de dezembro.
O superávit comercial ocorre quando o valor das exportações supera o das importações. Quando ocorre o oposto, registra-se déficit.
Apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos, o volume total das exportações brasileiras cresceu 3,5% em comparação a 2024. As importações também avançaram, com alta de 6,7%. Já as vendas para o mercado norte-americano registraram queda de 6,6%.
Em contrapartida, as exportações para a Argentina tiveram alta expressiva de 31,4%. Também houve crescimento nas exportações para a China (6%) e para a União Europeia (3,2%). Em dezembro, as vendas para a China aumentaram 39%.
O superávit registrado em 2025 é o terceiro maior da série histórica e fica 8% abaixo do resultado de 2024, quando o saldo foi de US$ 74,1 bilhões. O recorde permanece com 2023, que somou US$ 98,9 bilhões.
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