Finanças

Petróleo avança mais de 1% com tensão após ataque dos EUA à Venezuela

Brent sobe 1,66% e WTI avança 1,74% após ofensiva americana e captura de Maduro

Agência O Globo - 05/01/2026
Petróleo avança mais de 1% com tensão após ataque dos EUA à Venezuela
- Foto: Reprodução

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta nesta segunda-feira (data), impulsionados pela intensificação das tensões geopolíticas após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela no último sábado. A ação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, elevando a percepção de risco sobre a oferta global da commodity.

No encerramento, o petróleo tipo Brent, referência internacional, para março subiu 1,66%, cotado a US$ 61,76 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), principal bolsa global de derivativos de energia. O WTI, referência nos Estados Unidos, com entrega em fevereiro, avançou 1,74%, para US$ 58,32 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), tradicional mercado de futuros de commodities energéticas. Esses vencimentos concentram maior liquidez e refletem de forma mais precisa as expectativas de curto prazo do mercado.

A escalada das tensões também impactou o desempenho das petroleiras globais. Nos Estados Unidos, as principais companhias do setor encerraram o pregão em alta, diante da expectativa de que produtores americanos possam se beneficiar do novo cenário geopolítico. A Chevron (CVX), uma das maiores petroleiras integradas do mundo, valorizou 5,13%, com ações a US$ 163,89. A Exxon Mobil (XOM), maior produtora de petróleo dos EUA, subiu 2,54%, a US$ 84,34, enquanto a ConocoPhillips (COP), focada em exploração e produção, teve alta de 2,59%, com papéis negociados a US$ 99,20.

O movimento foi inverso em outras regiões. No Brasil, as petroleiras fecharam em queda, diante da expectativa de que um eventual aumento da produção americana na Venezuela amplie a oferta global e pressione os preços, afetando empresas fora do eixo dos EUA. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) caíram 1,67%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuaram 1,66%. Os papéis da Prio e da Brava, especializadas em petróleo pesado, recuaram 1,46% e 5,76%, respectivamente.

No cenário internacional, a Saudi Aramco, estatal saudita e maior produtora mundial, recuou 0,40%. A PetroChina, gigante chinesa controlada pelo Estado, caiu 3,27%. Na Europa, a anglo-holandesa Shell perdeu 0,78%, a francesa TotalEnergies recuou 0,55% e a britânica BP caiu 0,61%. No Canadá, relevante produtor de petróleo pesado, empresas do setor registraram quedas mais acentuadas, chegando a 5,31%.