Finanças
Material escolar: gastos podem variar até 70%. Veja como economizar
Diagnosticar a própria realidade, revisar o que sobrou do ano anterior, e pesquisar preços são tarefas a cumprir
Um novo ano começa e, nas prateleiras físicas e nos espaços virtuais de diversas lojas, as decorações de Natal cedem lugar aos materiais escolares. Mas antes de ir às compras para o novo ano letivo, é fundamental que as famílias façam o dever de casa. O diagnóstico da própria realidade, a revisão do que sobrou do ano anterior, e a pesquisa de preços ajudam a organizar o orçamento.
A fim de ajudar pais e responsáveis, o EXTRA pediu a cinco empresas os preços de mais de 20 produtos que costumam ser listados pelas escolas. E, considerando 19 itens para as quais todas as lojas enviaram ofertas, o levantamento constatou uma variação de cerca de 70% no total a ser desembolsado.
As diferenças, no entanto, podem ser relativas a variedade de marcas e até estampas de personagens nos produtos comercializados. Por isso, para economizar, cada família deve fazer suas escolhas. Começando já!
— Deixar as compras para a última hora costuma significar menos opções e preços mais elevados. Com tempo, é possível pesquisar valores, comparar marcas, negociar e até combinar compras coletivas com outros pais, o que aumenta o poder de barganha e pode resultar em descontos relevantes — destaca Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Financeira (Abefin).
Para a missão das compras, muitos responsáveis têm dúvidas se devem envolver ou não os estudantes — principalmente as crianças. Segundo Priscila Rossi, psicóloga e idealizadora da Escola da Educação Financeira Infantil, não existe uma resposta única.
— Se a experiência tende a gerar ansiedade e sofrimento, é melhor evitar. Ainda assim, é importante dizer que esse momento pode ser uma oportunidade incrível de educação financeira e de desenvolvimento emocional, quando bem planejado — avalia.
O planejamento deve começar em casa, alinhando o que será comprado, o que não será, se haverá espaço para escolhas pessoais e quais são os limites de orçamento. A partir dos 5 ou 6 anos, a criança já pode participar de maneira guiada, ajudando a identificar itens da lista e com combinados, como não comprar itens de personagens. A partir dos 8 ou 9 anos, a capacidade de compreender limites, comparar opções e participar de decisões simples é ainda maior.
* Na Caçula, o kit com caneta azul, vermelha e preta sai a R$ 4,49. Na Kalunga, por R$ 6,40. Na Americanas, o combo conta com lápis, por R$ 7,99.
Pagamento à vista ou em parcelas?
Uma dúvida que assombra muita gente, na fila das papelarias e nos sites, é qual forma de pagamento utilizar. A recomendação de Reinaldo Domingos é, sempre que possível, fazer a quitação à vista. Além de não deixar pendências para o futuro, essa opção geralmente garante descontos significativos.
Quando o parcelamento for inevitável, é essencial ter cautela. As parcelas precisam caber confortavelmente no orçamento mensal, sem comprometer despesas essenciais ou gerar acúmulo de dívidas ao longo do ano.
— Mais do que escolher entre cartão, débito ou parcelamento, o ideal é refletir sobre o custo real da compra e o esforço necessário para pagar aquele valor — ressalta Domingos, dando dicas para não esquecer os compromissos financeiros firmados: — Registrar todos os gastos, incluindo valores, formas de pagamento e parcelas futuras, é uma prática essencial para evitar surpresas no orçamento. Esse controle pode ser feito em planilhas, aplicativos ou até mesmo em um caderno. O mais importante é que as informações estejam organizadas e acessíveis.
Mais lidas
-
1VIDA SILVESTRE
Médico-veterinário registra nascimento e primeiros dias de filhotes de tucanuçu
-
2TECNOLOGIA
Avião russo 'Baikal' faz voo inaugural com motor e hélice produzidos no país
-
3EQUILÍBRIO MILITAR
EUA manifestam preocupação com avanço da aviação embarcada chinesa
-
4PALMEIRA DOS ÍNDIOS
Prefeitura regulamenta rateio das sobras do FUNDEB e professores cobram transparência nos valores
-
5ENERGIA NUCLEAR
Financiamento nuclear do BRICS liderado pelo Brasil pode reequilibrar acesso a tecnologias