Finanças
Brasileiros mais ricos adicionaram US$ 15,81 bilhões à sua fortuna em 2025
Trio formado por Eduardo Saverin, Jorge Paulo Lemann e André Esteves registraram forte valorização no patrimônio no último ano
Os três maiores bilionários brasileiros engordaram sua fortuna em US$ 15,81 bilhões em 2025. Na conversão do câmbio de sexta-feira, a R$ 5,42, o trio de ricaços formado por Eduardo Saverin, Jorge Paulo Lemann e André Esteves registrou aumento de R$ 85,3 bilhões no patrimônio no ano passado, informou o Índice de Bilionários da Bloomberg.
Menos de 40 anos, homens em sua maioria.
Concentração de renda e patrimônio:
Eduardo Saverin
Mais rico do Brasil, Eduardo Saverin, que ajudou a fundar o Facebook, império que se transformou na Meta e hoje detém também o Whatsapp e Instagram sob o guarda-chuva, registrou um aumento de US$ 4,02 bilhões em sua fortuna, alcançando US$ 35,8 bilhões. Com a marca, ele fechou 2025 sendo o 63º homem mais rico do mundo.
A Meta, empresa sediada na Califórnia, reúne mais de 3,5 bilhões de usuários ativos por dia e registrou receita de US$ 164,5 bilhões em 2024. Sua abertura de capital, realizada em 2012, foi à época o maior IPO já feito por uma companhia de tecnologia. Somente em 2025, as ações da Meta acumularam alta de 10%, movimento que contribuiu para o aumento da fortuna do bilionário brasileiro neste ano. Saverin possui aproximadamente 2% do capital da empresa.
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O patrimônio investido por Saverin inclui mais de US$ 500 milhões provenientes da venda de ações do Facebook, de acordo com documentos da companhia e análise de dados da Bloomberg, além dos impactos de impostos e das oscilações do mercado.
Jorge Paulo Lemann
Na segunda posição aparece Jorge Paulo Lemann, que ocupa o 87º lugar no ranking global, com fortuna estimada em US$ 27,21 bilhões. Em 2025, o empresário ampliou seu patrimônio em US$ 6,05 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 32,67 bilhões, pela cotação atual.
Lemann divide o controle da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, com os também bilionários Marcel Telles e Carlos Sicupira. Os três empresários mantém ainda participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King, e detém o controle da varejista Americanas e da incorporadora São Carlos, no Brasil.
Segundo reportagem da Bloomberg News de 2024, a maior parcela da fortuna de Lemann vem de sua participação de 9% na Anheuser-Busch InBev, empresa de capital aberto e líder global no setor cervejeiro.
André Esteves
Em terceiro lugar está André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG Pactual, que elevou seu patrimônio em US$ 5,37 bilhões em 2025 — um crescimento de 86%.
O BTG Pactual é a maior instituição de investimentos da América Latina. Com sede em São Paulo, o banco participa de mais de 90% das transações financeiras realizadas no Brasil. Esteves também possui participação na Estapar, operadora de estacionamentos listada em bolsa e com atuação nacional.
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A expansão da fortuna de Esteves foi ligeiramente inferior ao avanço do próprio BTG, que praticamente dobrou seu valor de mercado, alcançando US$ 12,35 bilhões (ou R$ 30,97 bilhões). Em 2025, as ações do banco tiveram valorização de 98,8%, levando a instituição a um valor de mercado de R$ 300 bilhões.
Ricos ficam mais ricos em todo o mundo
O movimento de ricaços ficando cada vez mais ricos no último ano não aconteceu só no Brasil. Em 2025, as , elevando o patrimônio conjunto para US$ 11,9 trilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg.
O avanço foi impulsionado pela valorização de ativos como ações, criptomoedas e metais preciosos. A vitória eleitoral de Donald Trump no fim de 2024 também contribuiu para o movimento, apesar de um breve abalo em abril devido a temores sobre tarifas.
As grandes empresas de tecnologia lideraram os ganhos, embaladas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial e pela alta das ações de grande capitalização nos Estados Unidos. Cerca de 25% do aumento total do índice veio de apenas oito bilionários, entre eles Larry Ellison, Elon Musk, Larry Page e Jeff Bezos. Ainda assim, essa concentração foi menor do que em 2024, quando o grupo respondeu por 43% dos ganhos.
*Com Bloomberg
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