Finanças
Em 2026, salário mínimo é de R$ 1.621. Veja o que muda com reajuste
Aposentados e pensionistas do INSS que recebem o valor mínimo são alguns dos afetados
O reajuste do salário mínimo já está em vigor. Com o aumento de 6,79%, o valor chegou a R$ 1.621, ou seja, R$ 103 a mais do que era pago no ano passado. A nova diária do mínimo corresponde, em 2026, a R$ 54,04, e o valor horário, a R$ 7,37.
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O reajuste atinge diretamente o bolso de trabalhadores, que recebem, por contrato, o salário mínimo ou múltiplos dele. Impacta aposentados e pensionistas do INSS, além de beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Dos 40,7 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais, 28,5 milhões são no valor de até um salário mínimo. Portanto, essas pessoas passarão a receber R$ 1.621 a partir da folha de janeiro (paga entre o cinco últimos dias úteis de janeiro e os primeiros cinco de fevereiro).
Também influencia o seguro-desemprego (parcela mínima) e valor da contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais (MEIs). Afeta ainda indenizações pagas pelos Juizados Especiais a quem vence ações na Justiça.
O novo mínimo ficou abaixo da última projeção do governo federal, que estimava o valor de R$ 1.627 para 2026. A redução está relacionada ao comportamento da inflação — um dos fatores considerados no cálculo do novo piso —, que deverá encerrar o ano abaixo das previsões iniciais.
Para o cálculo do reajuste, é considerada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada em 12 meses até novembro, cujo percentual divulgado em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 4,18%.
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