Esportes
Yamaha não participará da corrida do MotoGP no Catar
Equipe cita 'restrições de viagem' devido à situação no Oriente Médio
A Yamaha anunciou neste domingo que não irá viajar para o Grande Prêmio do Catar do MotoGP, marcado para o próximo fim de semana. A equipe alega que o motivo da decisão é a 'situação no Oriente Médio', região que vive um agravamento de conflitos. Em resposta, o MotoGP Group lamentou a decisão e citou 'implicações contratuais' como uma das consequências da ausência.
Há uma preocupação de que os Estados Unidos e Israel possam lançar novos ataques contra o Irã em breve. Autoridades americanas e outras pessoas informadas sobre as discussões disseram ao New York Times recentemente que os dois países estariam elaborando planos para um possível ataque após as eleições de meio de mandato dos EUA, que serão realizadas nesta semana.
"Esta decisão reflete a avaliação da Yamaha com base nas informações atualmente disponíveis e é independente das medidas implementadas pelo MotoGP Group e pelo organizador do evento", diz trecho do comunicado. A equipe alega que "não identificou fundamentos suficientes para alterar as restrições de viagem" — válidas para toda a empresa, conforme alega — após uma avaliação recente sobre o Oriente Médio.
Em resposta, o MotoGP Group reconheceu que "a equipe está sujeita a uma política corporativa mais ampla que restringe viagens ao Oriente Médio", mas questionou a decisão, alegando que isso não reflete "as amplas garantias oferecidas a todos os participantes do campeonato".
Em seu posicionamento, o organizador da competição afirma ainda que "não recebeu nenhuma informação que justifique uma mudança nos planos atuais para o evento", após alegar ter feito a avaliação dos riscos, além de ter consultado o governo catari e consultores de segurança.
"Além das implicações contratuais da decisão da Yamaha para seus acordos com a MotoGP e a IRTA (International Road Racing Teams Association, associação que representa as equipes), a não participação da Yamaha também traz implicações esportivas, e quaisquer consequências esportivas serão tratadas pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) de acordo com os regulamentos do campeonato", completa a nota.
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