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Flávia Saraiva brilha na trave e conquista medalha para o Brasil no Mundial

A ginasta brasileira Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na final da trave do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, neste domingo (25), em Roterdã, na Holanda. Com uma apresentação consistente e nota final de 14,300 pontos, a atleta garantiu um lugar no pódio e alcançou um resultado histórico em sua trajetória no esporte.

Esporte News Mundo 25/10/2026
Flávia Saraiva brilha na trave e conquista medalha para o Brasil no Mundial
Flávia Saraiva conquista medalha de bronze no Campeonato Mundial de Ginástica, em Roterdã. - Foto: Reprodução/Redes sociais/ Instagram - @flavialopessaraiva

A ginasta brasileira Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na final da trave do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, neste domingo (25), em Roterdã, na Holanda. Com uma apresentação consistente e nota final de 14,300 pontos, a atleta garantiu um lugar no pódio e alcançou um resultado histórico em sua trajetória no esporte.

Aos 27 anos, Flavinha conquistou pela primeira vez uma medalha mundial no aparelho em que se especializou desde as categorias de base. A brasileira executou uma série de alto grau de dificuldade, demonstrou segurança nos principais movimentos e conseguiu superar o desempenho de diversas adversárias em uma decisão marcada pelo alto nível técnico.

O resultado também representou a segunda medalha do Brasil nesta edição do Mundial. No sábado (24), Rebeca Andrade conquistou o ouro na prova do salto sobre a mesa, reforçando a presença brasileira entre as principais potências da ginástica artística internacional.

Flavinha garante o pódio com série consistente

Flávia Saraiva entrou na final sabendo que precisaria executar uma apresentação de alto nível para disputar as medalhas. A brasileira realizou boas ligações entre os elementos acrobáticos e conseguiu completar sua série sem quedas, apesar de um desequilíbrio durante um dos movimentos.

A nota final foi composta por 8,200 pontos de execução e 6,100 de dificuldade, totalizando 14,300. Com esse resultado, a ginasta assumiu provisoriamente a segunda colocação e permaneceu na disputa pelo pódio até a apresentação das últimas concorrentes.

O treinador da seleção brasileira, Francisco Porath, chegou a apresentar um recurso para tentar elevar a nota de dificuldade da atleta em dois décimos. A arbitragem, porém, manteve a pontuação original, que foi suficiente para garantir a medalha de bronze.

Após a confirmação do resultado, Flavinha celebrou a conquista e destacou a longa trajetória até alcançar o pódio mundial no aparelho.

“Essa medalha representa uma menina de 16 anos em sua primeira final olímpica. Muito orgulhosa de ter treinado mais dez anos e ter conquistado essa primeira medalha na trave em Mundial”, afirmou a ginasta.

A brasileira também ressaltou que a preparação envolveu estratégias para elevar o grau de dificuldade da série e competir em condições de igualdade com as principais especialistas do mundo.

Argélia fica com o ouro e China leva a prata

A disputa pelo título mundial foi decidida nos detalhes. A argelina Kaylia Nemour e a chinesa Zhang Qingying terminaram a final com 14,566 pontos, mas o critério de desempate favoreceu Nemour, que recebeu uma nota de execução superior.

Nemour conquistou o ouro com 8,266 pontos de execução, enquanto Zhang ficou com 8,066 nesse quesito. A chinesa, campeã mundial da trave em 2025, terminou novamente entre as melhores do aparelho, desta vez com a medalha de prata.

Flávia ficou na terceira colocação, com uma diferença de 0,266 ponto para as duas primeiras. A brasileira conseguiu se manter à frente das demais concorrentes e confirmou o bronze em uma final que reuniu algumas das principais atletas da modalidade.

O resultado evidencia a competitividade da ginástica artística feminina, na qual pequenas diferenças na execução e na dificuldade podem definir a distribuição das medalhas.

Conquista coroa trajetória de dez anos no alto nível

A medalha em Roterdã tem um significado especial para Flávia Saraiva. A ginasta chegou à sua terceira final mundial na trave e vinha perseguindo um lugar no pódio do aparelho desde sua participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Especialista na trave desde a base, Flavinha já havia conquistado a medalha de prata no aparelho nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2014. Nos Mundiais, seus resultados anteriores mais expressivos foram a prata por equipes e o bronze no solo, ambos conquistados em 2023, na Antuérpia, na Bélgica.

No Mundial de 2025, em Jacarta, na Indonésia, a brasileira terminou na quarta colocação da final da trave, ficando a menos de três décimos da medalha. Um ano depois, conseguiu transformar a boa campanha em pódio.

A conquista também reforça a importância de Flávia para a seleção brasileira, especialmente após a medalha olímpica por equipes nos Jogos de Paris 2024. Ao lado de Rebeca Andrade e das demais integrantes da equipe nacional, a ginasta segue contribuindo para consolidar o Brasil entre os países de destaque na modalidade.

Com o bronze de Flávia e o ouro de Rebeca no salto, o Brasil encerra sua participação no Mundial de Roterdã com duas medalhas em finais individuais. Os resultados confirmam a força das atletas brasileiras e ampliam a presença do país no cenário internacional da ginástica artística.