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Daniel Alves tem imóvel e carro penhorados por dívida milionária

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de uma fazenda de 64,4 hectares, de parte de outro imóvel na Bahia e de um Porsche 911 Carrera 2021 pertencentes a Daniel Alves.

Esporte News Mundo 24/10/2026
Daniel Alves tem imóvel e carro penhorados por dívida milionária
Daniel Alves enfrenta bloqueio de bens devido a dívida de R$ 7,7 milhões.

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de bens do ex-jogador Daniel Alves em uma ação judicial que cobra uma dívida de R$ 7,7 milhões relacionada a um acordo financeiro firmado após sua saída do São Paulo Futebol Clube. A decisão envolve uma fazenda localizada em Juazeiro, na Bahia, e um automóvel de luxo da marca Porsche.

A medida foi determinada pelo juiz Miguel Ferrari Junior, da 43ª Vara Cível de São Paulo, em atendimento a um pedido apresentado pelo GAD Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios. A instituição financeira cobra valores que, segundo a ação, deixaram de ser repassados conforme o acordo firmado com o ex-lateral.

A propriedade rural atingida pela decisão possui 64,4 hectares. O bloqueio também alcança 50% de outro imóvel localizado no mesmo município. Já o veículo envolvido é um Porsche 911 Carrera, ano 2021, registrado em nome do ex-jogador.

A determinação judicial tem como objetivo preservar bens que possam responder pela dívida enquanto o processo segue em andamento. A penhora ou o bloqueio patrimonial, porém, não significa que os imóveis e o veículo tenham sido definitivamente transferidos ao credor.

Entenda a origem da dívida com o fundo de investimentos

A disputa financeira teve início após a rescisão contratual de Daniel Alves com o São Paulo, formalizada em setembro de 2021. Na ocasião, o clube se comprometeu a pagar R$ 22,8 milhões ao atleta, divididos em 60 parcelas mensais de aproximadamente R$ 380,6 mil.

Em setembro de 2022, depois de receber oito parcelas, Daniel Alves negociou os direitos sobre os pagamentos restantes com o fundo GAD. Pelo acordo, a instituição desembolsou R$ 11,5 milhões antecipadamente e passou a ter direito aos valores das 52 parcelas que ainda seriam pagas pelo clube paulista.

A operação funcionava como uma antecipação de recebíveis: o ex-jogador recebeu uma quantia à vista, enquanto o fundo assumiu o direito de receber os pagamentos futuros previstos no contrato de rescisão.

O problema surgiu quando os repasses deixaram de ocorrer conforme o combinado. De acordo com as informações apresentadas no processo, a interrupção dos pagamentos aconteceu em 2023, quando Daniel Alves estava preso preventivamente na Espanha.

Diante da falta de regularização dos valores, o fundo recorreu à Justiça para cobrar o débito e buscar garantias patrimoniais que permitam recuperar o dinheiro.

Pagamentos foram interrompidos e cobrança chegou à Justiça

Segundo as informações divulgadas sobre o processo, a ex-esposa de Daniel Alves, Dinorah Santana, que também atuava como procuradora do ex-jogador, afirmou desconhecer o acordo firmado com o fundo e se recusou a continuar os repasses. A instituição financeira também apontou que parte dos valores pagos pelo São Paulo passou a ser direcionada ao pagamento de pensão alimentícia do filho do atleta.

Esses fatores contribuíram para o agravamento da disputa entre as partes. O GAD entrou com a ação de cobrança em outubro de 2025, buscando recuperar os valores que considera devidos.

O processo envolve ainda a discussão sobre o destino das parcelas previstas no acordo de rescisão com o São Paulo. Embora o clube tenha assumido o compromisso de pagar o ex-atleta, a cessão dos créditos ao fundo alterou quem deveria receber os valores correspondentes, conforme as condições contratuais.

A cobrança de R$ 7,7 milhões segue em tramitação na Justiça paulista. Até a conclusão do processo, a medida de bloqueio busca resguardar o patrimônio indicado para eventual satisfação do crédito.

Porsche já tinha restrição judicial

Além dos imóveis localizados na Bahia, o Porsche 911 Carrera 2021 também foi incluído nas medidas patrimoniais. O automóvel, no entanto, já possuía uma restrição judicial anterior, vinculada a outro processo que tramita sob sigilo.

A existência de diferentes disputas judiciais envolvendo o patrimônio do ex-jogador pode tornar mais complexa a definição sobre a destinação dos bens e a ordem de pagamento de eventuais credores. A efetiva utilização desses ativos para quitar a dívida dependerá das decisões judiciais e dos procedimentos legais aplicáveis.

A penhora não representa, por si só, uma venda imediata dos bens. O andamento da ação deverá definir os próximos passos para a cobrança e a eventual recuperação dos valores reclamados pelo fundo.

Caso financeiro segue em andamento

Daniel Alves, que construiu carreira internacional por clubes como Barcelona, Juventus e Paris Saint-Germain, além de ter defendido a Seleção Brasileira, enfrenta disputas financeiras relacionadas a compromissos assumidos antes de encerrar sua trajetória no futebol profissional.

O ex-lateral permaneceu preso preventivamente na Espanha por cerca de 14 meses durante o processo criminal em que foi acusado de agressão sexual. Posteriormente, foi absolvido pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha por insuficiência de provas, decisão distinta da disputa financeira em andamento no Brasil.

No caso da dívida de R$ 7,7 milhões, o foco da Justiça paulista está no cumprimento do acordo relacionado à cessão dos créditos da rescisão contratual com o São Paulo.

A determinação de bloquear a fazenda e o Porsche representa mais um capítulo dessa disputa. A cobrança ainda depende do desfecho judicial, e não há previsão confirmada para a conclusão definitiva do processo.