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Estudo revela que 25% dos ex-jogadores da NFL sofrem de doenças cerebrais degenerativas

Encefalopatia traumática crônica afeta ex-atletas da liga americana de futebol

Estadao Conteudo 25/08/2026
Estudo revela que 25% dos ex-jogadores da NFL sofrem de doenças cerebrais degenerativas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: OpenAI (GPT Image)

Um estudo recente publicado no British Medical Journal revelou que, pelo menos, um em cada quatro jogadores da NFL que faleceram entre 2016 e 2021 apresentavam encefalopatia traumática crônica (ETC).

O artigo da pesquisa, realizada pela Mass General Brigham, Universidade de Boston e Concussion & CTE Foundation, foi divulgado nesta terça-feira, 25, e analisou amostras de cérebros doadas entre 2008 e 2021.

Como a ETC só pode ser identificada após a morte, os pesquisadores utilizaram cérebros de ex-jogadores para estabelecer uma estimativa sobre a presença da doença entre os atletas da liga.

A partir das amostras, o modelo foi refinado considerando o período com maior número de doações, além de características demográficas e informações das certidões de óbito.

Com base nessa análise, os pesquisadores estimaram que ao menos 25% dos 878 jogadores que atuaram em uma partida da NFL e morreram entre 2016 e 2021 tinham ETC.

Contudo, esse número pode ser ainda maior. Segundo Daniel Daneshvar, principal autor do estudo, a porcentagem representa o limite inferior da estimativa. O modelo indicou que a prevalência máxima da doença poderia chegar a cerca de 97%, enquanto a taxa real estaria entre esses dois extremos.

Impactos na cabeça preocupam NFL e jogadores

O futebol americano é um esporte de contato marcado por altos índices de impacto na cabeça. Nos últimos anos, diversos atletas decidiram se aposentar precocemente devido à gravidade das lesões.

Um caso recente que ganhou destaque na mídia foi o de Tua Tagovailoa, ex-quarterback do Miami Dolphins e atualmente no Atlanta Falcons.

Desde que ingressou na NFL, o atleta já sofreu três concussões em campo. A primeira e a segunda ocorreram em 2022, enquanto a última aconteceu em 2024.

Ainda atuando, o quarterback é um exemplo que impulsionou a discussão sobre as consequências dos impactos sofridos ao longo da carreira.

Outro estudo, publicado em junho de 2023 na revista Nature Communications, identificou uma associação entre a exposição acumulada a impactos na cabeça e a presença de ETC em ex-jogadores de futebol americano.

A pesquisa analisou dados de sensores instalados em capacetes e cérebros doados por ex-atletas. Os resultados mostraram que a quantidade e intensidade dos impactos acumulados durante a carreira estavam relacionadas à presença da doença.