Esportes
Aliado de Infantino avalia que maioria apoia presidente da Fifa: 'Levaria um tiro por ele'
Véron Mosengo-Omba expressa apoio incondicional ao presidente da Fifa em meio a críticas.
Gianni Infantino tem sua gestão na Fifa sob ataque, mas sabe com quem contar. Véron Mosengo-Omba, presidente da federação da República Democrática do Congo, declarou que "levaria um tiro" pelo presidente da entidade máxima do futebol.
Mosengo-Omba foi eleito presidente da Federação Congolesa de Futebol (Fecofa) em maio, sem opositores. Antes disso, ele já atuou na Fifa como diretor de associações, até 2021. O dirigente mantém relacionamento com Infantino desde os tempos de universidade na Suíça.
"A maioria das federações o apoia. Basta perguntar ao Congresso", afirmou ao The Guardian. "Não enviei uma carta de apoio porque não concordava com a forma como o projeto (a FFE) foi conduzido. Agora estão tentando atacar Gianni, mas estou pronto para levar um tiro por ele", completou.
O dirigente já foi secretário-geral da Confederação Africana de Futebol (CAF), apoiadora de Infantino e representante de 54 associações filiadas à Fifa. Junto à Conmebol e OFC, os africanos fazem contraponto à Uefa, Concacaf e AFC, embora cada continente tenha nuances entre seus países.
Mosengo-Omba também criticou o projeto da Fifa Forward Enterprise (FFE), que buscava investimentos privados nas competições, mas ponderou sobre a postura de outras entidades em relação à ideia, comparando-a com a relação da Uefa com a Champions League e a Eurocopa.
"Gianni apresentou uma proposta semelhante, mas agora a retirou. Então, qual é o problema? O que eu não gostei, e onde acho que Gianni errou, foi a forma como tudo foi feito. Porque o risco era que muitas empresas pudessem acabar organizando a Copa do Mundo. Essa é a minha crítica a ele", declarou ao jornal britânico.
"O projeto do Gianni era bom. Eu o aceitaria, mas faria algumas alterações. Poderíamos, por exemplo, permitir que uma confederação comprasse 20%. Essa é a minha ideia - talvez eu apresente a proposta no próximo congresso. Porque preciso de dinheiro para desenvolver o futebol no Congo. O povo aqui não tem nada. Receberíamos US$ 20 milhões por ano se isso acontecesse, e isso teria um grande impacto no meu país", concluiu.
O mapa do futebol se reorganizou após a apresentação da proposta da FFE. Até 18 de novembro, serão definidas as candidaturas para o próximo triênio da Fifa, com eleições em março de 2027.
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