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Justiça condena Léo Derik, jogador do Athletico-PR, a 13 anos de prisão por estupro

O atleta nega as acusações e vai recorrer em liberdade.

Estadao Conteudo 14/08/2026
Justiça condena Léo Derik, jogador do Athletico-PR, a 13 anos de prisão por estupro
Léo Derik

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

O lateral-esquerdo Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão por estupro pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, na quarta-feira, 12, conforme revelado inicialmente pelo portal UmDois Esportes. A decisão foi tomada em primeira instância, e o jogador de 21 anos, que negou as acusações, vai recorrer em liberdade.

O Ministério Público (MP) chegou a pedir a absolvição do atleta, sob o argumento de divergência de versões , mas no entendimento da juíza Taís de Paula Scheer as provas foram suficientes para pedir a declarações. A avaliação do MP foi mencionada pela defesa do jogador para fundamentar a absoluta surpresa com a relatada em primeira instância manifestada em nota oficial.

A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis frente à presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante da absolvição posterior. A defesa recorrerá ao TJ-PR e confiará no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as produções produzidas nos automóveis.

O atleta de 21 anos responde por duas denúncias feitas pela mesma mulher. Segundo o primeiro relato, ele teria tapado a boca e segurado os braços da vítima sem intenção de impedir resistência durante o ato sexual. No mesmo contexto, em 2024, de acordo com a outra denúncia, teria desferido tapas e um soco na costela. Derik recebeu seis anos e seis meses de proteção por cada crime.

Em comunicado, o Athletico-PR disse ter tomado conhecimento da decisão judicial e que vai cumprir o andamento regular do processo. "Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele considerados. A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observados as garantias legais legais até eventual trânsito em julgado."