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Trump sugere Infantino para o cargo de secretário-geral da ONU

Presidente dos EUA defende Executivo da Fifa como importante aliado na política internacional

Estadao Conteudo 22/07/2026
Trump sugere Infantino para o cargo de secretário-geral da ONU
- Foto: Reprodução / Instagram

Não que dependa de Donald Trump , o fortalecimento da relação com Gianni Infantino pode impactar na política internacional. Segundo informações do jornal norte-americano New York Post , o presidente dos Estados Unidos deseja que o chefe executivo da Fifa assuma a função de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a publicação, Trump acredita que Infantino, de 56 anos, "é respeitado por todos ao redor do mundo" e reconhece que ele possui uma habilidade especial para unir as pessoas.

O próximo secretário-geral será eleito entre agosto e outubro deste ano para substituir António Guterres , de Portugal, que se aposentará no final de dezembro. Para garantir a carga, Infantino precisaria obter o apoio do Conselho de Segurança, composto por 15 membros - entre eles, cinco membros permanentes com poder de veto - seguidos da notificação pela Assembleia Geral.

Ainda não está claro se Infantino pretende assumir a carga na ONU ou até que ponto o assunto foi discutido com Trump. Segundo informações da imprensa internacional, o dirigente ítalo-suíço conta com o apoio de mais de 200 das 211 federações para se reeleger como presidente da Fifa. O pleito acontecerá em 2027, mas as candidaturas ao cargo deverão ser apresentadas até dia 18 de novembro.

Infantino foi eleito presidente da Fifa em 2016, sucedendo Joseph Blatter após uma série de denúncias de corrupção. Ele foi reeleito duas vezes, em 2019 e 2023, por aclamação, ou seja, sem adversários no pleito.

Nos últimos anos, Infantino estreitou a sua relação com Trump. O dirigente foi o único representante esportivo presente na posse de Trump, em janeiro de 2024, quando recebeu o Prêmio da Paz da Fifa, honraria que sequer existiu, durante a campanha pública do presidente norte-americano para conquistar o Prêmio Nobel da Paz.

Os Estados Unidos foram escolhidos como sede da Copa do Mundo de 2026 , junto ao Canadá e México, em 2018, durante o primeiro mandato de Trump. O país também recebeu o Mundial de Clubes no ano passado, com o presidente norte-americano entregando o troféu ao Chelsea, campeão do torneio. A cena se repetiu neste ano, quando a Espanha recebeu o troféu do torneio de seleções das mãos do chefe de estado dos EUA.

Trump também usou seu poder de influência para interferir dentro das quatro linhas. Em uma das maiores polêmicas da Copa, o presidente norte-americano admitiu que pediu à Fifa o cancelamento da suspensão automática do atacante Folarin Balogun após o jogador dos EUA ser expulso por Raphael Claus na segunda fase do Mundial. A Casa Branca montou um dossiê com acusações sem evidências contra o julgado brasileiro, que foi classificado por Trump como “suspeito”.

Outras polêmicas na Copa envolveram vistos negados a torcedores de diferentes países, especialmente da África; o veto ao julgado somali Omar Artan , impedido de entrar nos EUA para trabalhar no torneio; e o tratamento à seleção do Irã, que foi impedido de permanecer em solo americano após seus compromissos no torneio.