Esportes
Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil terá 32 seleções
Maior torneio de futebol feminino realizará seu primeiro mundial brasileiro
Após a Copa do Mundo de futebol, nossa seleção masculina ficou longe do hexa e, agora, resta esperar o próximo mundial. Mas não será preciso aguardar mais quatro anos para torcer pelo Brasil.
É que no ano que vem tem Copa do Mundo Feminina, e pela primeira vez, ela vai ser realizada aqui no Brasil.
O que não falta por todo o canto são meninas já apaixonadas pelo futebol, que têm nas potências da seleção feminina um exemplo a seguir. E a torcida está garantida para todas as idades.
A pequena Manuela Baère, de 6 anos, já está empolgada para ver as atletas no campo.
"Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem", diz.
Sofia Seabra, de 13 anos, é fã declarada da atacante Marta, que segue inspirando gerações. Uma estudante de Brasília já está negociando, em casa, uma forma de assistir à abertura do mundo feminino no Maracanã.
"Estou muito empolgado com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para eu poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado dos meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçou mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem", conta.
O mundial feminino será disputado por 32 eleições entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem. Esta será a primeira vez que o Brasil vai sediar uma competição.
Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial de 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline Pellegrino, como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.
Ela destaca o poder de mudança cultural do mundo feminino.
“Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa ela vai também pro lado social, pra gente, enquanto sociedade, ser uma sociedade mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação. Então, eu acredito que um grande legado que pode acontecer por si só é esse legado cultural. vir e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade", explica.
E para quem já está em campo seguindo os passos de atletas como Aline Pellegrino, a certeza é que o mundial do ano que vem dará mais visibilidade ao futebol feminino. É a confiança da atleta do tempo Republicanas de Brasília, Myllene D'Arc, de 34 anos.
"Eu sempre vi os meninos jogando e aí acabei jogando com eles e me apaixonei pelo esporte. A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade, né, para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem, né? É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderados", relata.
Pelas ruas, enquanto a Copa masculina se encaminhava para a final, a impressão sobre o mundo feminino variava entre os mais e os menos otimistas. Mas é quase unânime a ideia de que os atletas precisam de mais visibilidade e valorização.
No ano que vem, oito cidades vão sediar a disputa pela taça inédita: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Desde 1991, quando foi realizada a primeira Copa do Mundo Feminina, a taça só foi levantada por quatro eleições ao longo das nove edições do torneio. Que comece a torcida para que as habilidosas atletas brasileiras recebam em casa o título inédito de campeãs mundiais.
*Com produção de Beatriz Evaristo
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