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Escavação revela que princesas no Egito antigo treinavam com arcos e usavam armas em vida (FOTOS)
Análise de esqueletos reais aponta para treinamento ativo com armas.
Um novo estudo sobre esqueletos reais de Dashur sugere que as armas enterradas com as princesas do Antigo Egito, como arcos, flechas e punhais, não eram meramente símbolos de status, mas provavelmente armas que essas mulheres usavam e com as quais treinavam ativamente em vida, escreve a revista Archaeology News.
A publicação destaca que o estudo reanalisou os restos mortais de seis membros da família real egípcia do final do Império Médio, datados de aproximadamente 1850 a 1700 a.C.
"Quatro delas eram filhas do faraó Amenemhat II. Elas foram enterradas em câmaras subterrâneas idênticas e estavam acompanhadas de objetos geralmente associados a guerreiros do sexo masculino, como arcos, flechas e armas de fabricação refinada. O túmulo da princesa Ita continha até mesmo uma adaga ornamentada, o que levanta a questão de saber se esses itens refletiam experiências reais ou cerimoniais", detalha a matéria.
Segundo a publicação, pesquisadores reexaminaram um grupo de restos mortais da realeza, descobertos na década de 1890 e redescobertos no acervo de um museu em 2020, combinando análises ósseas, imagens de raios X e testes químicos dos materiais de embalsamamento.
As evidências esqueléticas revelaram pontos de inserção muscular pronunciados nos ombros e nos braços de várias mulheres, o que é consistente com o uso repetido de arcos e outras armas por muitos anos.
Fraturas consolidadas e outras lesões indicam que elas receberam cuidados médicos especializados, enquanto sinais de deficiência nutricional na infância e de doenças metabólicas na idade adulta revelam históricos de saúde variados dentro do grupo, observa a reportagem.
Características raras em comum na coluna vertebral e no desenvolvimento apontam para relações biológicas próximas entre os indivíduos. A análise química constatou que a mesma mistura de embalsamamento foi utilizada em todas elas.
De modo geral, o estudo sugere que as armas enterradas com essas mulheres da realeza refletem um uso e um treinamento ativos, e não apenas um status puramente simbólico, conclui a reportagem.
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