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Descobertas na Rússia: antigas moedas de prata árabes

Tesouro datado do século VIII é encontrado em Kaliningrado

Sputnik Brasil 10/07/2026
Descobertas na Rússia: antigas moedas de prata árabes
Arqueólogos descobrem 59 antigas moedas de prata árabes em Kaliningrado, Rússia. - Foto: © Foto / Autoridade Arqueológica de Sharjah

Durante a pesquisa de um assentamento medieval perto da baía de Kaliningrado, arqueólogos do Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da Rússia descobriram moedas de prata do século VIII–início do século IX d.C.

O tesouro é composto por 59 dirhams, inteiros e cortados, emitidos pelos governantes do Califado da Arábia entre os anos 746 e 815, aponta o comunicado.

Um exemplar foi cunhado sob o reinado do último califa dos Omíadas, enquanto as outras moedas foram emitidas sob os governantes do califado Abássida – a segunda dinastia estabelecida em 749-750. O achado refere-se a um período inicial do surgimento da prata oriental no leste e norte da Europa.

Moedas árabes antigas inteiras e cortadas descobertas na região russa de Kaliningrado
Moedas árabes antigas inteiras e cortadas descobertas na região russa de Kaliningrado
O tesouro também inclui moedas com entalhos na borda: isso pode estar relacionado à prática de autenticação dos dirhams, na qual as moedas eram cortadas. É possível que essas partes do tesouro originalmente tivessem origens diferentes e só mais tarde fossem reunidas como parte de um único conjunto.
Moedas árabes antigas inteiras e cortadas descobertas na região russa de Kaliningrado
Moedas árabes antigas inteiras e cortadas descobertas na região russa de Kaliningrado

Pesquisas arqueológicas no local da descoberta mostraram que, desde o século VIII, havia um assentamento prussiano no qual a vida continuou por vários séculos e terminou no século XII. Até a década de 2010, esta área era regularmente arada, resultando em danos significativos à camada cultural do monumento. Na época do estudo, o local estava fora de uso agrícola e completamente coberto com plantas.


Por Sputnik Brasil