Esportes
Vini Jr. mantém sonho do hexa enquanto Marquinhos fala em tom de adeus
Copa do Mundo 2026, Brasil, Vinícius Júnior
"É um momento muito delicado. Tenho poucas palavras agora, por conta de como foi o jogo e da eliminação. Peço desculpas à torcida que acreditou em nós. Desta vez, não foi possível. Mas não vou desistir de tentar colocar o Brasil de volta ao topo", disse Vinícius Júnior, ao atender a imprensa ao deixar a delegação.
O Brasil terminou a partida com apenas 32% de posse de bola e trocou praticamente metade dos passes em comparação com a Noruega. O próprio Vinícius Júnior foi o jogador que mais cometeu erros forçados (15) na partida, de acordo com estatísticas da Federação Internacional de Futebol (Fifa), que consideram ações em jogadas provocadas pela pressão do adversário.
"Sem dúvida, a gente jogou muito pouco hoje e isso nos dificultou muito. Mas é Copa do Mundo, não tem adversário bobo. A Noruega é uma grande seleção", reconheceu o camisa 7.
O atacante também foi questionado sobre a escolha do cobrador do pênalti que o Brasil teve no começo do jogo. O chute de Bruno Guimarães foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.
"O mister [Carlo Ancelotti, técnico] escolheu o Bruno para fazer as cobranças. A gente treina todos os dias. Nunca fui vaidoso de querer a artilharia. Eu jogo pela equipe e o momento correto era o Bruno bater. Futebol é isso, você pode errar e acertar. Temos que seguir de cabeça erguida. Muita força ao Bruno pela competição que ele fez, que infelizmente vai ser manchada pelo pênalti", finalizou o artilheiro do Brasil.
Fim de ciclo?
O zagueiro Marquinhos, que falou com os jornalistas após a partida em Nova Jersey, fez coro a Vinícius Júnior e reforçou que a escolha do cobrador da penalidade foi decisão da comissão técnica. No entanto, ao contrário do atacante, que completa 25 anos no dia 12 de julho, o capitão evitou projetar um novo ciclo na seleção brasileira.
"Foi minha terceira Copa e, infelizmente, não consegui sair com título em nenhuma. Isso mostra como é difícil. Que sirva de lição para a próxima geração que ficar, para o treinador também. Eu não sei qual será o futuro. Quatro anos é muita coisa", lamentou o defensor de 32 anos, que terá 36 no próximo Mundial, em 2030, sediado em Portugal, Espanha e Marrocos.
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