Esportes
Telescópio James Webb pode ter descoberto uma substância nunca antes vista em Plutão e Titã
Estudo revela novos compostos químicos em mundos gelados do Sistema Solar.
Planetologistas encontraram uma banda de absorção semelhante nas superfícies de Titã e Plutão que não corresponde aos espectros de gelo ou compostos orgânicos conhecidos.
Este espectro "ausente" pode indicar que, em dois mundos de gelo muito diferentes do Sistema Solar, existe uma classe comum, ainda desconhecida pela ciência, de substâncias químicas que absorvem luz, formadas pelo frio extremo e radiação cósmica.
Cada elemento ou molécula no Universo absorve comprimentos de onda únicos de radiação eletromagnética. Portanto, uma das principais formas de os astrônomos estudarem mundos distantes – tanto dentro como fora do Sistema Solar – é examinando de perto a luz que reflete deles e buscando por "linhas de absorção" escuras que correspondem aos comprimentos de onda de compostos químicos conhecidos, segundo a LiveScience.
Por exemplo, o oxigênio molecular absorve luz a 230 nanômetros; assim, se o espectro eletromagnético de um exoplaneta distante tiver uma linha de absorção nessa frequência, os pesquisadores podem ter segurança de que sua atmosfera contém oxigênio, de acordo com um estudo de 2021.
Em um novo estudo, publicado no servidor de pré-impressão arXiv, os pesquisadores analisaram dados do Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) de Plutão e Titã, focando em comprimentos de onda muito pequenos que têm sido relativamente inexplorados até agora. Isso revelou uma linha de absorção específica em torno de 5,11 micrômetros nos espectros de ambos os mundos.
A equipe internacional de planetologistas, liderada por Bruno Bézard do Observatório de Paris, analisou dados do Telescópio Espacial James Webb e detectou um composto químico que absorve luz nas superfícies de Plutão e Titã, cuja origem permanece desconhecida.
Os pesquisadores compararam os espectros obtidos com os de compostos químicos conhecidos e formas de gelo, mas não encontraram correspondências exatas. Bézard e seus colegas sugeriram que a pista misteriosa pode estar relacionada com a mesma substância ou substâncias semelhantes que se formam na atmosfera e, depois, se instalam na superfície.
Talvez em Titã e Plutão essa substância esteja em condições diferentes. As diferenças nas larguras de banda podem ser explicadas pela estrutura da matéria, sua interação com os compostos circundantes e os efeitos a longo prazo da radiação cósmica.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2LOTERIAS
Horário da Quina de São João: veja como acompanhar o resultado
-
3INFRAESTRUTURA
Governo inaugura duplicação da AL-110 entre Arapiraca e São Sebastião
-
4FENÔMENO NATURAL
Céu 'pega fogo' em Caracas: fenômeno raro pinta a Venezuela de vermelho
-
5EVENTO
Arapiraca sediará evento internacional que reúne pesquisadores do Brasil e do exterior