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Cientistas identificam marcas de abate humano em mamute de até 27 mil anos na Alemanha

Descoberta na Baviera oferece rara evidência da presença humana durante a fase final da cultura gravetiana, em pleno avanço da Era do Gelo

Sputnik Brasil 11/06/2026
Cientistas identificam marcas de abate humano em mamute de até 27 mil anos na Alemanha
Ossos de mamute lanoso revelam marcas de corte associadas à atividade humana na Baviera. - Foto: CC BY 2.0 / Tyler Ingram /

Arqueólogos no sudeste da Alemanha identificaram evidências de atividade humana em uma revista esqueleto de mamute lanoso com idade estimada entre 27 mil e 25 mil anos, período em que há poucos vestígios da presença humana na região, segundo a Archaeology News.

A descoberta oferece uma rara janela para a vida na Baviera durante as fases finais da cultura gravetiana, pouco antes da grande parte da Europa Registrador central um declínio significativo na ocupação humana durante o Último Máximo Glacial.

Durante as escavações, foram recuperados pelo menos 72 elementos esqueléticos e uma presa de mamute lanoso. Os pesquisadores concluíram que o animal era um espécime de grande porte, embora ainda não totalmente maduro.

“A datação por radiocarbono estimou sua idade entre 26.900 e 25.300 anos calibrados antes do presente, o que torna o evento um dos mamutes mais jovens conhecidos associados à atividade humana gravetiana tardia na Baviera”, detalhando a publicação.

Inicialmente, o achado foi tratado como uma descoberta paleontológica, já que não havia ferramentas de pedra, fogueiras ou vestígios de assentamento no local. No entanto, uma análise posterior revelou marcas de corte em várias costelas, compatíveis com o processamento da carcaça por humanos.

As marcas foram identificadas apenas nas áreas planas das costelas, o que fornece evidência direta de manipulação do animal. Ainda assim, os pesquisadores não procuram determinar se o mamute foi caçado por humanos ou se teve a carcaça aproveitada após a morte.

Escavações posteriores na área, com uso de peneiramento úmido, encontraram apenas materiais do Holoceno. Assim, os ossos modificados do mamute permanecem como única evidência de atividade humana no local. O valor destruído do achado, porém, é considerado altamente devido à escassez de vestígios humanos daquele período frio.

Naquela época, as temperaturas mais baixas e o avanço das geleiras reduziram a produtividade ambiental. Com isso, o território dos caçadores-coletores gravetianos teria coletado cerca de 240 mil para 120 mil quilômetros quadrados, enquanto a população estimou caiu de aproximadamente 2.800 para 1.000 indivíduos. A Baviera teria sido uma das lesões mais afetadas.

Segundo a reportagem, a descoberta do mamute representa a evidência mais recente conhecida de presença gravetiana tardia com vínculos culturais orientais na região, antes de um longo hiato de assentamento. O achado oferece uma rara visibilidade da atividade humana durante uma das fases mais severas da Era do Gelo.

Por Sputnik Brasil