Esportes
Oscar Schmidt: só LeBron James superou seus pontos e recordes olímpicos seguem intactos
Ícone do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morre aos 68 anos mantendo marcas históricas e legado incomparável nas quadras.
A importância de Oscar Schmidt, falecido nesta sexta-feira aos 68 anos, transcende os números. No entanto, os impressionantes recordes alcançados ao longo de sua carreira ajudam a dimensionar seu impacto no basquete mundial. Até abril de 2024, o "Mão Santa" era o maior cestinha da história da modalidade, com 49.737 pontos anotados — marca superada apenas por LeBron James.
"Eu não dei a menor bola, porque recorde é feito para ser batido. Se eu tenho um recorde, cuidado. Alguém vai chegar aí e passar", afirmou Oscar em entrevista ao Estadão em 2024, poucos dias após ser ultrapassado pelo astro americano do Los Angeles Lakers. "Não dei a menor bola, porque ele é um grande jogador. Ele me passou, mas sempre me perguntaram: 'E o LeBron?'. 'E o LeBron o quê? Quer saber se ele vai me passar? Claro que vai'."
Líder da histórica conquista dos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando o Brasil superou os Estados Unidos, Oscar nunca conquistou uma medalha olímpica — o basquete masculino brasileiro soma bronzes em 1948, 1960 e 1964. Ainda assim, o ex-jogador deixou seu nome gravado na história olímpica e faleceu mantendo recordes expressivos.
Oscar é o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos marcados em cinco participações (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996). O número de edições disputadas também é raro entre jogadores de basquete, feito que ele compartilha apenas com Teófilo Cruz (Porto Rico) e Andrew Gaze (Austrália).
Em Seul-1988, Oscar realizou uma das atuações mais emblemáticas de sua carreira ao marcar 55 pontos contra a Espanha — recorde que permanece como a maior pontuação em uma única partida olímpica. A maior média de pontos por jogo em uma edição também pertence a ele: 42,3 pontos, alcançada na Coreia do Sul. Naquele ano, foi o cestinha do torneio, feito repetido consecutivamente em Barcelona-1992 e Atlanta-1996.
Pela seleção brasileira, embora não tenha conquistado títulos como as gerações anteriores — campeãs mundiais e medalhistas olímpicas —, Oscar acumulou marcas incontestáveis, sendo o maior cestinha da história da seleção, com 7.693 pontos.
Na Itália, onde defendeu JuveCaserta e Pavia, foi cestinha em sete das 11 temporadas disputadas, outro recorde, além de ser o segundo maior pontuador da história da Liga Italiana de Basquete, com 13.957 pontos, atrás apenas de Antonello Riva (14.397).
Principais números de Oscar Schmidt:
• Segundo maior pontuador da história do basquete: 49.737 pontos
• Maior pontuador da história das Olimpíadas: 1.093 pontos
• Maior número de pontos em uma partida olímpica: 55 contra a Espanha (Seul-1988)
• Cestinha em três Olimpíadas consecutivas: Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996
• Maior média de pontos por jogo em uma edição dos Jogos: 42,3
• Maior cestinha da história da seleção brasileira: 7.693 pontos
• Mais vezes cestinha da Liga Italiana de Basquete: 7 temporadas
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