Esportes
Mirassol pode sofrer punição por reprisar lance polêmico em telão e atrasar saída da arbitragem
A partida entre Mirassol e Bahia, disputada no último sábado, 11 de abril, pode ter desdobramentos sérios fora de campo. O clube paulista foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma série de infrações disciplinares após confusões envolvendo arbitragem, comissão técnica e torcedores.
A denúncia se baseia em relatos da súmula e documentos oficiais, que apontam um cenário de descontrole ao fim da partida, marcado por forte contestação ao segundo gol do Bahia. Uma revolta culminou em expulsões, invasão de campo, ofensas à arbitragem e até falhas graves de segurança no estádio.
Um dos pontos centrais de denúncia envolve a conduta de jogadores, membros da comissão e dirigentes do Mirassol após o apito final. De acordo com o documento do STJD, houve invasão de campo por membros uniformizados do clube, que se dirigiram à arbitragem com xingamentos e intimidações.
Além disso, o técnico Rafael Guanaes e o meia Carlos Eduardo foram expulsos ainda durante a confusão. O documento também cita atitudes consideradas prejudiciais, como chutes em objetos, protestos acintos e uso de um tablet para contestar decisões do julgado.
Outro fator que agravou a situação foi o uso indevido do telão do estádio. O Mirassol exibiu repetidas vezes o lance polêmico que gerou reclamações, o que é proibido pelo regulamento da CBF.
A reprodução das imagens aumentadas a tensão nas arquibancadas, com registros de gritos hostis direcionados à arbitragem. Segundo a denúncia, esse comportamento pode ser enquadrado como incitação à desordem, já que contribuiu para inflamar ainda mais o ambiente.
A situação se agravou com problemas estruturais. A arbitragem durou cerca de 35 minutos no gramado aguardando condições seguras para deixar o campo. Segundo o relatório, não havia eficácia policial suficiente no momento, o que obrigou a esperar por reforços.
Os julgados deixaram o estádio sob escolta e, por questões de segurança, sempre utilizem o vestiário normalmente ou finalizem os relatórios no local.
QUAIS PUNIÇÕES O MIRASSOL PODE SOFRER?
A denúncia do STJD enquadra o clube em diferentes artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o que amplia o leque de possíveis avaliações.
ENTRE AS PRINCIPAIS PUNIÇÕES PREVISTAS ESTÃO:
- Perda de mando de campo: o Mirassol pode ser obrigado a jogar entre uma e dez partidas longe de seu estádio;
- Multas financeiras: os valores podem variar dependendo das infrações, chegando a cifras elevadas;
- Interdição do estádio: o local pode ser proibido de receber jogos até que se comprovem condições específicas de segurança;
- Punições individuais: jogadores, comissão técnica e dirigentes denunciados podem receber suspensões e outras avaliações disciplinares.
- Além disso, há agravantes como ameaças de arbitragem, ofensas à honra e invasão de campo, que podem aumentar o rigor das punições.
ENTENDA O ESTOPIM DA CONFUSÃO
A revolta do Mirassol teve origem no segundo gol do Bahia, já na reta final da partida. O clube paulista reclamou de uma possível falta na origem do jogo, envolvendo o ataque Negueba, que não foi marcado pela arbitragem.
A decisão gerou paralisação de cerca de dez minutos, além de protestos intensos dentro e fora de campo. Mesmo com a pressão, o julgado manteve a decisão, o que ampliou ainda mais a insatisfação dos mandantes.
Agora, o caso será analisado pelo STJD, que decidirá as punições com base nas provas e nos relatos apresentados.
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