Esportes
Leila Pereira é convocada a depor sobre contratos da Crefisa com o INSS
Presidente do Palmeiras e da Crefisa foi chamada como testemunha para esclarecer supostas irregularidades em contratos com o INSS
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira, todos os requerimentos em pauta, incluindo a convocação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, uma das principais instituições de crédito consignado do país voltadas para aposentados e pensionistas.
Procurada pela reportagem, Leila Pereira preferiu não se pronunciar. Até o momento, não há data definida para o depoimento, e a realização da oitiva depende de decisão do presidente da CPI, que ainda precisa pautar a convocação.
O pedido para ouvir a empresária partiu do relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e do deputado Sidney Leite (PSD-AM), durante uma sessão marcada por tumulto e interrupções devido a discussões entre parlamentares.
Leila foi convocada na condição de testemunha. No requerimento, Alfredo Gaspar argumenta que a Crefisa "assumiu papel central ao se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de novos benefícios, concentrando boa parte de toda a operação".
Os deputados querem que Leila esclareça possíveis irregularidades, detalhe as providências adotadas e os prazos para solução dos problemas, além de explicar a responsabilidade da instituição financeira "por ação ou omissão na manutenção de práticas que culminaram em medidas restritivas pelo INSS".
O contrato da Crefisa com o INSS está suspenso cautelarmente desde agosto de 2025. Segundo o órgão, a medida foi adotada após "reiteradas reclamações" de beneficiários em diferentes canais. Entre as irregularidades apontadas estão: dificuldade ou impedimento no recebimento do benefício, coação para abertura de conta corrente, venda casada e falta de estrutura adequada nas agências.
A Crefisa assumiu a maior parte da folha de pagamento dos novos benefícios previdenciários após vencer um pregão em outubro de 2024. Posteriormente, surgiram denúncias de "graves falhas operacionais, contratuais e sistêmicas" contra a empresa, motivando a suspensão cautelar de parte dos contratos pelo INSS.
Relatos de clientes indicam pressão para abertura de contas correntes e contratação de produtos não solicitados, o que caracterizaria prática de venda casada.
A Crefisa foi a principal patrocinadora do Palmeiras durante uma década, parceria encerrada em dezembro do ano passado.
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