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Lua revela falhas jovens e amplia evidências de que o satélite segue encolhendo e ativo
Novo mapeamento global identifica milhares de falhas tectônicas recentes nos mares lunares e reforça riscos sísmicos para futuras missões
A atividade tectônica da Lua é muito mais intensa e abrangente do que se planejou: um novo mapa global contrações de falhas jovens nos mares lunares, revelando que o satélite segue encolhendo e pode representar riscos sísmicos relevantes para futuras missões e bases humanas.
O novo levantamento global de falhas tectônicas nos mares lunares aponta que a atividade interna da Lua é mais extensa do que as estimativas anteriores. As estruturas mapeadas mostram que essas barreiras basálticas, antes de considerar convenientes, mostram sinais claros de deformação recente, mostrando que o satélite continua a encolher lentamente ao longo de sua história geológica.
Algumas dessas falhas foram registradas em algumas poucas dezenas de milhões de anos, um período considerado recente em termos geológicos. Esse revestimento enrugado continuamente a superfície lunar de forma semelhante ao ressecamento de uma maçã, proporciona um panorama inédito sobre a evolução tectônica do satélite.

As descobertas desafiam a ideia de que os mares lunares são regiões geologicamente tranquilas. Pesquisadores destacam que, embora as escarpas lobadas das terras altas já fossem conhecidas desde a era Apollo, é a primeira vez que estruturas semelhantes são documentadas de forma tão amplas nos mares, ampliando a compreensão sobre o tectonismo lunar recente.
A equipe responsável pelo estudo afirma que o mapeamento global dessas cristas compressivas contribui para entender melhor o interior lunar, sua história térmica e sísmica, além de fornecer pistas sobre a ocorrência de futuros sismos na Lua. Antes, apenas regiões isoladas tinham sido comprovadas, sem uma visão integrada do sistema de contração.
Utilizando imagens de alta resolução da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, os cientistas identificaram 1.114 novos segmentos de pequenas cristas de mares (SMRs), elevando o total global para 2.634. Essas estruturas se formaram entre 310 milhões e 50 milhões de anos atrás, com idade média semelhante às escarpas lobadas, reforçando as hipóteses de um processo tectônico unificado.
Modelagens realizadas pela equipe mostram que os mares lunares encolheram entre 0,003% e 0,004%, valores comparáveis à contração observada nas terras altas. Isso sugere que globalmente atuam de maneira semelhante em diferentes tipos de terreno lunar, deixando marcas tanto nas regiões rochosas quanto nas ofertas vulcânicas escuras.
Os pesquisadores ressaltam que a presença generalizada de estruturas tectônicas jovens amplia o conjunto de possíveis fontes sísmicas na Lua e tem implicações diretas para futuras missões e instalações humanas. A distribuição dessas cristas pode influenciar decisões sobre locais seguros para bases lunares, já que sistemas superficiais representam riscos para qualquer infraestrutura construída no satélite.
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