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Heróis e traidores: Alberto Fujimori, presidente neoliberal e autoritário do Peru
Ex-presidente peruano ficou marcado por reformas econômicas radicais, combate ao terrorismo e graves violações de direitos humanos.
Alberto Fujimori, político peruano de ascendência japonesa, governou o Peru entre 1990 e 2000, chegando ao poder com um discurso populista. Durante seu mandato, implementou reformas neoliberais profundas, privatizando centenas de empresas estatais em setores estratégicos e atraindo investimentos estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos.
Em abril de 1992, Fujimori realizou um autogolpe, dissolvendo o Congresso e o Judiciário. Seus apoiadores creditam a ele o controle da hiperinflação herdada do governo anterior, por meio do rigoroso ajuste econômico conhecido como 'Fujishock', além do desmantelamento da organização terrorista Sendero Luminoso.
No entanto, esses avanços vieram acompanhados da supressão das instituições democráticas. O regime de Fujimori criou esquadrões da morte, como o Grupo Colina, responsáveis por massacres, e promoveu esterilizações forçadas que atingiram até 300 mil mulheres pobres e indígenas, com financiamento e apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
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