Curiosidades

Jaclyn Smith, de 'As Panteras', revela forma incomum de TOC que a levou a fazer orações e penitências por familiares

Aos 12 anos, atriz passou a lidar com ansiedade após a morte do tio e conta que buscava aliviar o medo de perder pessoas próximas por meio de rituais de proteção

Agência O Globo - 14/09/2026
Jaclyn Smith, de 'As Panteras', revela forma incomum de TOC que a levou a fazer orações e penitências por familiares
Jaclyn Smith

A atriz americana Jaclyn Smith, de 80 anos, revelou que convive com uma forma “incomum” de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) desde os 12 anos. A artista, conhecida por interpretar Kelly Garrett na série “As Panteras”, conta em seu novo livro, I Once Knew a Guy Named Charlie, lançado em 8 de setembro, que os sintomas começaram após a morte de um tio.

Segundo Smith, as obsessões estavam relacionadas à tentativa de proteger familiares por meio de orações, penitências e sacrifícios. Em entrevista à revista People, ela explicou que o comportamento funcionava como uma maneira de controlar a ansiedade diante do medo de perder pessoas próximas.

— É uma forma realmente incomum de TOC. Tudo girava em torno de entes queridos, oração, sacrifício e manifestação. Isso simplesmente aliviava minha ansiedade e meu nervosismo em relação às pessoas que amo tanto, e eu não queria perdê-las — disse.

A morte do tio, aos 54 anos, em decorrência do alcoolismo, levou Smith a intensificar as orações. Ela relata que o estresse também provocou sintomas físicos e chegou a afetar sua menstruação. Na época, um médico afirmou que os hormônios estavam desregulados e que ela poderia ter dificuldades para engravidar.

"Em um nível puramente humano, foi cruel dizer a uma adolescente ansiosa e em luto que ela poderia ser infértil", escreveu a atriz.

Anos depois, enquanto estudava psicologia na faculdade, Smith percebeu que voltava a apresentar comportamentos relacionados ao transtorno. O diagnóstico, segundo ela, trouxe também uma sensação de alívio.

"Não é nada agradável receber um diagnóstico (ou se autodiagnosticar) de um transtorno psiquiátrico, mas ao mesmo tempo senti um alívio. Havia um nome para isso, e eu não estava sozinha!", escreveu.

Hoje, Smith afirma ter aprendido a conviver com a impossibilidade de controlar todos os acontecimentos. Mãe de dois filhos, ela descreve a maternidade como a “melhor parte” de sua vida.

— Você só quer pegar cada gota de chuva, mas aprendi com a idade que não se pode controlar tudo. Simplesmente não se pode — afirmou à People.