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Com mais de cem concertos realizados no Projeto Aquarius, OSB tem origem ligada a reportagens publicadas no GLOBO nos anos 1940

Orquestra Sinfônica Brasileira participa novamente da iniciativa neste sábado (19), em concerto na Praça Mauá, com regência de Carlos Prazeres e participação de Leci Brandão e Emicida

Agência O Globo - 13/09/2026
Com mais de cem concertos realizados no Projeto Aquarius, OSB tem origem ligada a reportagens publicadas no GLOBO nos anos 1940
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Desde a estreia do Projeto Aquarius, que reuniu cem mil pessoas no Aterro do Flamengo em 30 de abril de 1972, a Orquestra Sinfônica Brasileira se tornou um sinônimo do evento. A formação participou de mais de cem concertos gratuitos em espaços públicos do Rio e em cidades como São Paulo, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Vila Velha (ES). No entanto, a relação da OSB com o GLOBO e um dos idealizadores do projeto, o jornalista Roberto Marinho (1904-2003), teve início anos antes.

No dia 19:

Notas dos críticos do GLOBO:

O livro “Orquestra Sinfônica Brasileira: uma realidade a desafiar o tempo: 1940-2000” (Funarte, 2004), de Sérgio Nepomuceno Alvim Corrêa, registra um depoimento do maestro José de Lima Siqueira (1907-1985), fundador da OSB, dado a Virgílio Moretzsohn, do GLOBO, e Luiz Paulo Horta, então no Jornal do Brasil, em 1980. Nessa ocasião, Siqueira recordou o encontro com o então redator-chefe do periódico, 40 anos antes. “Querem saber como começou realmente a OSB? A quem devo tudo? Ao Roberto Marinho. A bem da verdade, foi ele o nosso principal e definitivo colaborador. Um dia cheguei à redação de O GLOBO, em 1940, e disse ao diretor redator-chefe: ‘Roberto, se você der à música o mesmo espaço que dá ao futebol, eu darei uma orquestra sinfônica ao Rio de Janeiro.’ Dito e feito. Roberto Marinho passou a acompanhar, com farto noticiário, as atividades da OSB. E assim nasceu a orquestra”, documenta a publicação.

Trinta e dois anos mais tarde, quando Marinho, Péricles de Barros (1935-2005), então gerente de Promoções do GLOBO, e o maestro Isaac Karabtchevsky elaboraram um projeto voltado à formação de público e inclusão cultural, foi a OSB que levou às milhares de pessoas em 1972 obras de Carlos Gomes, Tchaikovsky, Villa-Lobos e Lorenzo Fernandes.

— O pedido do maestro Siqueira ao Dr. Roberto Marinho, em 1940, para que a música ganhasse o mesmo espaço dado ao futebol não foi apenas um gesto editorial, mas o ato fundador da legitimidade social da orquestra e da popularidade que veio a colher ao longo dos anos — avalia Ana Flávia Cabral Souza Leite, vice-presidente e CEO da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira. — A OSB nasceu desse gesto, cresceu sob esse olhar, e hoje, quase nove décadas depois, a instituição segue dedicada à missão original, que é a democratização do acesso à cultura e o cultivo da música brasileira.

No sábado, a OSB reeditará esta história em mais um concerto gratuito do Projeto Aquarius, na Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio, sob a regência de Carlos Prazeres.

— A formação de público não acontece apenas em um evento, é um cultivo, no sentido literal de fazer cultura. OSB e GLOBO sempre entenderam isso da mesma maneira, gerindo talento para alcançar os corações do seu público — destaca Ana Flávia. — Um projeto como o Aquarius nunca foi tão necessário quanto nos dias em que temos vivido, para celebrar o que há de melhor nas capacidades humanas, sentir, criar, e a de amar, produzindo entendimento, a premissa da nossa vida em sociedade. Essa é a missão do Aquarius em 2026.

O Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e a Secretaria Municipal da Cultura apresentam o Aquarius RJ. O evento conta com o patrocínio da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura e da Light; apoio da Porto, Vivo, IRB (Re) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, além da participação de Président e Rede D’Or. Hotel Oficial Windsor, Assessoria de Imprensa da InPress, Parceria da P&G Cenografia e da Orquestra Sinfônica Brasileira, Produção da SRCOM e com as rádios Globo e CBN como Rádios Oficiais. A realização é do GLOBO e do Ministério da Cultura.